Coisas de Diva Coisas de Diva Coisas de Diva

Tudo começou no dia inicial dessa semana, o domingo. Depois de muito tempo enrolando, aproveitei a tarde ensolarada para finalmente estrear meus patins “novos” – entre aspas porque comprei o par tem mais de ano. Descobri que a memória para eles é bem diferente daquela que costumamos ter com a bicicleta (“uma vez que a gente aprende, não esquece nunca mais”, dizem), mas segui em frente.

Só que eu caí. Caí doído. Fiquei estirada no chão olhando pras nuvens enquanto meu braço esquerdo latejava querendo chamar minha atenção. Tentei ignorar e me levantei, continuei vivendo e, já bem tarde, percebi que a dor não ia cessar. Pronto atendimento, raio X, diagnóstico, remédio duas vezes por dia e uma tipoia para imobilizar. Ao despertar da primeira noite, foi-se embora meu bom humor.

Curitiba tratou de se mostrar cinza – talvez para combinar com meu espírito irritado pela falta de mobilidade e sonolento pelo medicamento. Depois de um dia inteirinho sentindo que estava somente pairando sobre mim, pedi arrego. Minha mãe foi me buscar para que eu viesse ao refúgio perfeito, a casa dela. Cama, mesa, banho: ganhei de tudo, mas ainda assim não respirei aliviada.

No dia seguinte, me arrastei pelas horas da mesma maneira. E então percebi que a questão que me afligia era outra. Eu caí de verdade e, do jeito que pude, soube me levantar. Mas não me levantei do tombo imaginário – aquele que sempre pode acontecer na estrada da vida (da minha, da sua). Fiquei colada no chão, sem força nenhuma e só observando as nuvens passarem.

Foi então que, mesmo com dor, tratei de ficar em pé para a caminhada, voltando a dar meus passinhos lentos, mas constantes. E assim foi dessa vez – nas próximas, espero que me levante lembrando do dia em que caí de patins: com força de vontade para continuar.

A história é absolutamente real e ainda estou de tipoia, catando milho pra escrever – por isso, respostas a comentários e e-mails demorarão um pouquinho mais que o normal, ok?

Foto: Shutterstock

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Antes de qualquer coisa: você já é inscrita no nosso canal no Youtube? Em caso negativo, vou te dar 3 razões pelas quais vai adorar ser:

#1 Agora estamos postando vídeos 6 vezes por semana (!!!), o que significa que tem dois vídeos de cada autora semanalmente para você assistir!

#2 Quando é inscrita e ativa as notificações, receberá sempre um aviso de quando sair vídeo novo, assim não perde nadinha!

#3 Lá no canal somos super gente como a gente, que nem aqui no blog! Os temas são mais ou menos os mesmos, com a diferença que dá para você nos conhecer ainda melhor.

Dito isso, vamos lá! Recentemente, coloquei no ar dois vídeos reflexivos, do mesmo jeitinho que faço por aqui – o que muda é que espero fazer você sentir que está ainda mais pertinho de mim, como numa conversa entre amigas! O intuito é compartilhar minhas descobertas de vida e receber outras opiniões, relatos e dicas de volta. Adoro mesmo fazer essa troca! <3

Nesse vídeo, conto como um episódio aleatório da série Black Mirror veio a calhar com o que tenho pensado sobre a postura das pessoas na internet hoje em dia. Afinal, a quem estamos querendo agradar quando insistimos em mostrar só o lado aparentemente perfeito de nós? Dê o play e veja meu raciocínio!

Aqui, abro o coração para falar um pouquinho dos meus sentimentos em relação a mim e aos outros nesses mais de dois anos estando solteira. Inclusive, é nesse vídeo que conto uma decisão importante que tomei em relação ao assunto – para acompanhar, basta assistir agorinha!

Como comentei, minha ideia é ir mesclando esses vídeos mais pessoais e de reflexões com aqueles que eu sei que você também adora: vai ter maquiagem, vai ter cosméticos, vai ter perfume… Fique tranquila! Vou variar bastante, combinado?

Espero que os temas colocados aqui façam você parar para pensar nesse domingo! Beijo grande e bom descanso. 🙂

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Já faz bem 6 anos que trabalho em casa e vou te contar que hoje o negócio funciona direitinho, mas demorei para entrar no esquema e ter uma VIDA TRABALHÍSTICA decente.

Neste post tem tudo sobre a parede de quadro negro.

Começando do começo, sou designer e sempre trabalhei na área, ganhava pouco mas né, vamos fazer o que? Mas desde que o blog começou a crescer, o trabalho de produzir conteúdo e administrar uma empresa começou a consumir cada vez mais do meu tempo.  E o que acontecia é que me dedicava ao blog no horário do almoço e a noite, depois que chegava em casa. Ao longo do tempo comecei a abusar da boa vontade dos chefes e resolvia coisas do blog durante o expediente. A situação ficou chata para todos os lados e resolvi chutar o balde e me dedicar só ao blog. Na época foi uma loucura porque não ganhava com o blog nem metade do meu salário, mas no final das costas, deu tudo certo. Depois de todo esse tempo descobri algumas coisas sobre trabalhar em casa e administrar uma empresa.

#1 A gente acha que vai trabalhar menos, grande engano!

Não vou reclamar, mas a demanda de trabalho por aqui é infinita. Além das tarefas diárias, posso me envolver durante semanas em novos projetos e ideias. Tudo pode ser melhorado, feito de um jeito mais caprichado ou melhor pesquisado, e isso consome tempo. Se me deixar, passo 21 horas na frente do computador pesquisando coisas e tentando fazer do Coisas de Diva um lugar melhor.

Acho que isso acontece quando a gente tem uma empresa e quer muito que ela dê certo. Então todo o tempo do mundo é dedicado para fazer esse negócio funcionar. Eu achava que trabalhando por conta própria, ia virar a rainha da moleza e só fazer o necessário, tendo mais tempo livre. Mas nada disso! Hoje tenho menos tempo de lazer e aquela praia sonhada todo final de semana virou um sonho distante.

#2 No começo, trocar a noite pelo dia era normal

Na empolgação de “agora posso fazer o que eu quiser!”, meus horários viraram de ponta cabeça no primeiro ano trabalhando em casa. Eu achava que dava para acordar as 11h, almoçar as 16h e começar a trabalhar as 18h. No final das contas estava trocando a noite pelo dia e perdendo completamente a noção do tanto de horas que estava trabalhando. Demorou para perceber que estava ficando mais cansada do que o normal e que veja só, seguir regras e horários, na verdade, é uma coisa boa.

#3 Seguir horários é a chave do sucesso

Nessa loucura dos horários sem noção, acabava trabalhando demais e varava a madrugada inventando moda pro blog. Um belo dia resolvi que iria adotar horário de firma, começando a trabalhar de manhã cedinho, parando pro almoço e finalizando o EXPEDIENTE as 18h. Foi a melhor coisa do mundo! Comecei a me alimentar direito, fazer meu próprio almoço e não sentia mais que estava trabalhando em 3 expedientes.

Todo dia monto uma lista de tudo que preciso fazer e vou seguindo uma ordem de prioridades. Se no final do dia não der tempo de fazer tudo, paciência. Hoje não fico trabalhando até altas horas para resolver todas as coisas pendentes. Da mesma forma, também evito trabalhar no sábado e no domingo e faço de tudo para resolver a vida trabalhística durante a semana. Depois disso, a vida ficou mais leve e até minhas alergias diminuíram, ainda bem!

Antes eu não tinha esse “freio” e ficava obcecada até colocar tudo em prática, deixava até de sair porque queria terminar minha lista sem fim de tarefas e não tinha passatempo nenhum. Minha vida era meu trabalho, e só.

#4 Avise o pessoal que você está em casa mas está trabalhando

As coisas complicam se você divide a casa com alguém, porque normalmente as pessoas entendem que estar em casa quer dizer que você está disponível. Tudo bem ter que sair uma hora ou outra para resolver pequenos afazeres da casa, mas é importante não fazer disso uma rotina e conversar com seus companheiros. Se não o negócio descamba para o item acima e você vai passar o dia resolvendo coisinhas e acabar trabalhando a noite. E assim vai ladeira abaixo.

#5 Tenha uma canto para seu “escritório”

Seja qual for sua profissão, tente arranjar um canto em casa para ser o seu escritório. Antes eu trabalhava na sala de jantar e era uma bagunça, ou a casa vivia de pernas pro ar ou eu não achava minhas coisas. Parecia que eu não estava trabalhando de verdade e não conseguia ter uma rotina, com lugar certo para contas, produtos e material para tirar fotos.

Depois que arranjei um lugar para o “escritório” parece que o dia a dia ficou muito mais organizado e fácil de me achar. E veja bem, minha “sala” é um corredor da minha casa onde taquei uma mesa e uma estante. Não precisa ser nada chique, mas sim funcional para deixar o dia a dia mais fácil de ser resolvido. Parece uma frescura, mas ajuda a ter uma rotina mais certinha.

Com todas as regras parece que minha vida no blog é uma chatice só, mas na verdade tive que começar a seguir isso para não enlouquecer e não trabalhar além da conta. A vantagem é que mesmo tendo criado um horário fixo, não tenho chefe e não preciso mais dar satisfação da minha vida pra ninguém. Mesmo não sendo um mar cor de rosa com flamingos em volta, ter a própria empresa ainda é infinitamente melhor do que os outros trabalhos que já tive. Sou muito sortuda de ter tido essa oportunidade com o blog e de ter sócias que fazem tudo dar certo. <3

Aqui tem um post e um vídeo com a decoração do escritório.

Se você tiver mais alguma dica boa para compartilhar com a gente, conta aqui nos comentários!

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O que passa pela sua cabeça quando você ouve as palavras “festa na piscina”? Na minha, já passaram milhões de coisas – e muitas delas não eram nada boas. Ficava pensando no traje de banho que fosse mostrar menos as gordurinhas, nas desconhecidas que poderiam ficar reparando em mim e até em jeitos de me comportar melhor (!!!) para passar uma imagem diferente do que eu sou.

Tudo isso significa que não, não dava pra me divertir numa situação assim porque minha mente ia a mil com tantas inseguranças paralisantes – e, veja bem, a diversão não é justamente o propósito da coisa toda? Piscina, sol, bebidas geladinhas… Nada disso deveria ter a ver com ficar encanada com meu corpo e com quem eu sou, não é verdade?

festa na piscina

Pega a lindeza dessa mulherada toda reunida!

Finalmente a libertação veio numa tarde ensolarada de sábado, com uma das paisagens de verão mais bonitas desse Brasil: o Rio de Janeiro. Imagine a cena: 80 mulheres, uma piscina e o desejo de ser quem se é não apenas com segurança, mas com muito orgulho!

Essa foi a pool party criada pelo blog Futilidades, que recentemente assumiu em definitivo a postura de falar sobre autoestima em tudo aquilo que é postado – de posts de moda a comportamento, passando por excelentes reflexões. Com um grupo super ativo no Facebook* que já contabiliza mais de 1500 mulheres do Brasil todo, as autoras Jô e Carla quiseram comemorar. E a tarde foi deliciosa!

festa na piscina

Eu e as organizadoras da festa na piscina, Carla e Jô

Você tem noção do que é chegar a um lugar e não se sentir observada com aquele ar de julgamento por absolutamente ninguém? Sabe como é se sentir abraçada genuinamente por um grupo de mulheres que estão ali para dividir o que sabem e ouvir você também? Tem ideia de como é ficar tranquila para dançar e nadar sabendo que você é querida do jeitinho que é?

Isso tudo deveria ser praxe no nosso mundo, mas nem sempre é assim, infelizmente. E perceber que essa sementinha de mudança que a gente tenta trabalhar aqui – do mesmo jeito que as meninas do Futilidades – está sim, florescendo, deixa o coração quentinho, cheio de esperança e alegria. Afinal de contas, o primeiro lugar em que a competição não deveria acontecer é entre mulheres!

festa na piscina

Aqui, com as meninas do Futilidades, Nina Gabriella e Maraisa Fidelis

É por isso que, como já comentamos antes por aqui, a transformação acontece dentro da gente primeiro: é sobre olhar para si com mais carinho e atenção para também olhar para a outra com o mesmo cuidado. É perceber que dentro de cada corpo existe uma pessoa e uma história muito mais profundas do que a mera aparência. É ter, sobretudo, empatia e não sair criticando e julgando ninguém.

Que processo lindo aquele que passamos no dia da festa da piscina (obrigada, de coração, à Jô e à Carla pelo convite tão carinhoso que me deu a oportunidade de conhecer tanta gente legal). Que ele seja lembrado e repetido em muitos lugares por aí! Porque começa, sim, por você – e por mim, pela sua amiga, pela colega de trabalho, pela vizinha de porta. Vamos refletir mais? <3

*O grupo “Um papo sobre autoestima – por Futilidades” no Facebook é fechado, mas você pode pedir para entrar se estiver com vontade de discutir esse tema. Uma vez que está dentro, pode convidar amigas para participar (e então as criadoras moderam a entrada de novas integrantes). O importante é ser ativa com novas questões, com comentários e com reações aos posts colocados por lá! Tem muita coisa bacana sendo colocada na roda e que já mexeu bastante comigo! Espero, de coração, que goste e prestigie esse trabalho tão bonito.

Fotos: Mayra Leal

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