Coisas de Diva Coisas de Diva Coisas de Diva

Lembro que há dois anos, no fim de 2014, comecei minha própria tradição de postar um ~textão de fim de ano por aqui… Mas esse ano foi o primeiro em que me juntei ao coro dos reclamões da internet, que têm pedido pelo fim de 2016 há semanas, hahaha… Tenho impressão de que foi um ano exaustivo e difícil para muita gente e chegamos juntos todos cansados ao fim desse ano eterno.

Quem inventou se dividir o tempo em porções conhecia um pouco o coração humano. O fim de um ano é um lembrete concreto de as situações pelas quais passamos não nos definem, de que temos uma página em branco pra preencher e não tem coisa mais empolgante do que contemplar essa possibilidade de tanta coisa boa que ainda temos pra viver. 

Vou confessar, morro de preguiça de quem tem aquele pensamento de “ai, é só mais um dia como qualquer outro, mudou o ano mas nada muda”. É claro que não existe botão mágico da transformação da realidade, mas nossa cabeça é uma maquininha complexa e quanto mais a gente se conforma com as coisas, mais vamos ficar sentados no sofá esperando que um milagre nos caia no colo, e quanto mais a gente se empolga com o que pode vir pelo caminho, mais a gente encontra formas de fazer com que a jornada seja incrível. E a virada do ano é isso, é um ‘ACORDA, MENINA, se anima, o negócio já tá recomeçando…’. 

E não achem que sou Pollyana por dizer isso… Em 2016 eu me ferrei também, me decepcionei, gostei de quem não gostou de mim, fui trouxiane (peixes né? Sou três vezes peixes, aliás hahaha), quebrei a cara com muita gente, chorei mais que Maria do Bairro… E quem nunca? Foi terrível pra mim também. 

Mas pense comigo – lembrem de vocês mesmas nesse mesmo dia há um ano. Não tem muita coisa que te deixava angustiada e das quais você você dá risada? Vamos pensar que vai passar, vamos dar mais risada da gente mesma, mesmo das situações ruins – vamos ser tipo a Rachel, quando fala que ama o Ross, mas ele já tinha casado, e aí percebe que na verdade a situação toda é muito engraçada (haha desculpem, não resisto a uma referência de Friends).

Além disso, vamos focar mais no que tem por vir do que no que já passou, tem uma porta fechando (ainda bem!) e outra se abrindo na frente da gente. Vamos juntas? Se empolguem comigo! 🙂

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PS.: Já que a gente tá falando de ano novo, saiu lá no nosso canal um vídeo meu dividindo com vocês algumas das metas que tenho para 2017 – já fizeram a listinha de vocês? Conta pra gente!

Ah, e se inscreve lá, claro! 🙂

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E ai, como está sendo a festa na sua casa? Muita comilança e bagunça com a família reunida? Espero que esteja aproveitando bastante e tenha arranjado umas férias para poder descansar.

Fiquei aqui pensando no que escrever nesse dia de comemoração mas acho que a coisa mais importante que tenho a dizer por aqui é que agradeço imensamente por tudo que você, leitora do blog, fez por mim neste ano que esta quase acabando.

Comentei que muita coisa aconteceu na minha vida, algumas vieram parar aqui no blog, outras não, mas tanto nos momentos de alegria como nos momentos de tristeza, me senti abraçada virtualmente. E isso é uma coisa que quase ninguém tem, sou muito grata por isso. De todo meu coração.

Não me exponho e nem abro meu coração para quase ninguém, e quando faço isso aqui no blog, me sinto muito vulnerável. Mas das vezes que me abri no ano que passou, fui surpreendida por um mar de carinho e boas energias. Serião, vocês são sensacionais. Já disse uma vez e repito, pode ser que eu ajude por aqui dando dicas de bases boas pra caramba pra pele oleosa ou que eu incentive a usar o que você bem entender, mas esse blog é uma via de mão dupla. Todo dia me sinto acolhida, como se estivesse falando com amigas que vivem aqui em casa tomando um cafezinho – ou uma cerveja gelada, por que não?

Resumindo, obrigada! Obrigada do fundo do meu coração pela força, pelos abraços, pelos conselhos, pelas dicas e pela oportunidade de me permitir fazer parte de sua vida online. Espero que em 2017 a gente continue junto aprontando muito por aqui!

Aproveite bastante sua família, amigos e descanse nesses dias de folga. A gente vai continuar firme e forte por aqui, com dois posts por dia, todo dia! Amanhã mesmo já começamos um especial com os melhores cosméticos do ano na opinião de cada uma de nós 3. Baixe nosso app ai no celular para não perder nada!

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Ontem estava bem procrastinadora rolando minha timeline do Facebook quando me deparo com o seguinte vídeo, postado no canal da Jout Jout Prazer:

Não sabe de quem estou falando? Não tem problema, eu contextualizo. A Jout Jout criou um canal no Youtube em 2014 para falar de coisas da vida (sempre muito pertinentes, aliás). O Caio era namorado dela e SEMPRE estava ajudando nos vídeos, comentando uma coisa ou outra, criando junto. A parceria dos dois era uma coisa linda de se ver!

Minha primeira reação foi, claro, de puro choque. “QUE ANINHO, HEIN”, pensei. Mas aí, passado o sentimento repentino, assisti novamente ao vídeo e me pus a pensar. A verdade é que esse fato pode ensinar muita coisa para mim, para você, para todas nós.

Vamos começar pelo fato de que, diferentemente de 99,9% da população, Jout Jout e Caio estavam expostos na internet. Não porque queriam mostrar ao mundo que tinham um relacionamento perfeito, que eram os companheiros ideais ou que o amor deles era o mais sensacional já visto. Mas porque um dava a mão pro outro e fazia acontecer – e isso acabava sendo registrado.

Os limites sobre eles “deverem” uma explicação ao público são muito tênues. Afinal, até que ponto as pessoas têm direito de cobrar um parecer sobre algo que aconteceu, em maior parte de tempo, no ambiente particular? Mas os dois trouxeram algo imbatível: a verdade.

O anúncio do término foi encarado com tamanha maturidade e clareza que é impossível não tirar uma boa lição para nossos relacionamentos privados, longe das câmeras e dos olhos de milhões de pessoas.

jout jout e caio terminaram

Quando a Jout Jout diz que temos que parar de sempre associar término a fracasso, ela está nos lembrando de algo muito importante. O fim de um relacionamento não significa que tudo o que aconteceu foi em vão, mas que participamos de algo que transformou duas pessoas.

Quanto do outro carregamos vida afora? Eu acredito que aquilo que de mais importante ele nos ensinou – na alegria e na tristeza, inclusive. Sublimar o término com o sentimento de vivência é uma coisa linda, que pessoalmente já experimentei nos meus relacionamentos anteriores. O caminho para esse entendimento não foi fácil, mas hoje vejo tudo com outros olhos, parecidos com os de Jout Jout e Caio.

Lidar com a impermanência da vida é um grande sinal de evolução. É preciso saber – e aceitar – que ela nos dá e ela nos tira, mas sempre com um propósito maior: o de aprender. Que a gente possa olhar para nossos ex (namorados, namoradas, amigos, amigas, chefes, vizinhos, vizinhas…) com a certeza de que eles permaneceram conosco pelo tempo exato que deveriam ficar. <3

Nesse fim de ano, estou com a cabeça meio virada. Bateu o cansaço. Por isso, diminuí o ritmo de resenhas e resolvi fazer mais reflexões, coisas que passam pela minha mente e sinto que preciso dividir. Em 2017, as análises de cosméticos voltam com tudo, eu prometo!

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desapego

Essa semana iniciei uma jornada trabalhosa aqui dentro de casa: tirar todas as coisas que estavam dentro dos armários e devolver única e exclusivamente o que uso/vou usar. É aquela boa e velha faxina de fim de ano que faz a energia circular e um bem danado pra alma da gente.

Já fui extremamente apegada com as minhas coisas e arrumava aproximadamente 45 desculpas diferentes para manter tudo do jeito que estava. Pra vocês terem uma ideia, guardei por uma década a blusinha com a qual dei meu primeiro beijo, aos 13 anos. É SÉRIO.

O que começou a mudar meu ponto de vista foi trabalhar com esse blog – sim, acreditem! No início, tinha uma pequena quantidade de maquiagens e cosméticos, o suficiente para me maquiar e me cuidar. Via as coisas começando e terminando, então comprava outras. Tudo bem natural.

Só que aí a gente foi crescendo e recebendo uma quantidade enorme de lançamentos (o que é muito bom, assim sempre temos como trazer novidades fresquinhas pra vocês). Comecei a me incomodar com o excesso – não tinha cabelo, pele e unha suficiente pra tudo aquilo!

E assim comecei meu processo de desapego, que hoje se estende a absolutamente tudo o que possuo! Posso falar de boca cheia que minha vida mudou. Como é gostoso poder abrir um armário e saber exatamente o que está ali – tão bom quanto doar ou presentear alguém com algo que já foi meu.

Mas a guerra ainda não está vencida, tenho muito a caminhar. Ainda me pego pensando “vou ficar com esse anti-celulite aqui porque JURO que vou começar a usar” – e aí o coitado fica esquecido no armário, perdendo a validade e a função de ser. Ainda pesquei umas coisas assim na arrumação dessa semana.

Pena de usar algo novo?

A verdade é que a gente precisa parar de se enganar. Qualquer bem material só ganha vida quando usado. E é pra usar até acabar. De que adianta deixá-lo parado no tempo e no escuro? Tantas pessoas dariam o maior valor do mundo àquilo e a gente, na nossa mentira interior, insiste em manter.

Não estou falando sobre não ter nada, mas estou dizendo que não precisamos ter tanto. O suficiente já está muito bom – e isso só depende de um novo olhar. <3

PS: Meu desapego está tão grande que separei coisas para doação, para presentear pessoas queridas no Natal e também para vender – estou pensando em fazer uma lojinha no Enjoei com preços BEM camaradas. Vocês gostariam? Comentem!

Foto: Shutterstock

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