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amigas

Eu sempre fui uma pessoa de muitas amigas. Amigas mesmo, no feminino plural. Me dou bem com homens também, claro, mas em geral é com as mulheres que crio meus maiores laços de amizade – acho até que isso é o mais comum entre a gente, não?

Quando era mais nova, achava que eu tinha que ter apenas uma melhor amiga. Aquela com quem andava para cima e para baixo, a quem confidenciava meus segredos mais cabeludos e que carregava sempre no pensamento e no coração. Hoje, mais amadurecida, só vejo vantagens em abrir espaço para várias ao mesmo tempo – e não uma só.

Tenho amigas para todo tipo de situação. E algumas que são para várias. Outras que são para todas. Uma vez até tiraram sarro da minha cara quando quis agradecer a presença de mais de 40 amigas na minha vida num post do Facebook. Todas para mim fizeram ou fazem a diferença, oras.

Amizade, para mim, são os sentimentos que unem duas pessoas. E que sejam os mais nobres possíveis. Tenho amigas que me fazem rir como ninguém, tenho amigas que me melhoram como pessoa, tenho amigas que topam qualquer uma das minhas loucuras. Para elas, de alguma maneira, sem que precise pensar a respeito, ofereço algo de meu também.

Hoje sou imensamente grata às amigas que tenho. Elas são minha fortaleza para muitas situações (e eu sou a delas do mesmo modo). Não sei se sobreviveria a vários acontecimentos, problemas e traumas sem essas mulheres tão maravilhosas que estão do meu lado – seja para desabafar numa mesa de bar ou inventar uma viagem de última hora para espairecer a cabeça.

Permita-se confiar nas pessoas. Deixe que elas confiem em você. Crie vínculos para uma noite ou para uma vida, pois são essas relações de amizade que, muitas vezes, nos dão força e nos sustentam. Cultive carinho, olhar, escuta. A gente se melhora muito assim também.

Se você gostou desse post, compartilhe com as suas amigas queridas como agradecimento à presença delas na sua vida. E não se esqueça: muita coisa pode se perder nessa existência, mas ao mesmo tempo muitas amigas, as irmãs que a gente escolhe, permanecem. Bom domingo!

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Quando fiz meu vídeo falando de inseguranças e julgamento, a Karina, que é nossa leitora, me deu a dica de ver o documentário Embrace. Já sei o que você está pensando, mas eu juro que esse documentário não é chato, muito pelo contrário, ele é bacana para caramba e ajuda horrores a dar uma nova perspectiva sobre nossas inseguranças. A boa notícia é que tem na Netflix, então é fácil de assistir.

Embrace é um documentário dirigido e produzido por Taryn Brumfitt, uma australiana que, após publicar  uma foto de “antes e depois” na internet, recebe um milhardão de comentários de mulheres tristes com a visão dos seus corpos.

Mas ao contrário do que a gente está acostumado a ver por ai, o “antes” da Taryn era de quando ela fazia body building e era magra e musculosa e a foto do “depois”, era de quando ela estava mais gorda depois de ter seus filhos. Na legenda ela contava que preferia o corpo do “depois” e a vida que tinha naquele momento. O que aconteceu a seguir foi uma enxurrada de apoio à sua publicação, naquela época ninguém tinha coragem de fazer algo assim, ainda mais publicamente.

Com essa postagem, Taryn percebeu como milhares de mulheres se sentiam tristes com sua aparência, chegando a descrever seus próprios corpos como “repugnantes”. É de cortar o coração. Foi assim que ela iniciou um movimento, chamado de Body Image Movement, que atua no sentido de mudar nossa percepção de quem nós somos e de como é nosso corpo. O documentário acompanha Taryn por várias viagens e entrevistas com mulheres extremamente inspiradoras.

Serião, Embrace me tocou demais e acredito que todo mundo que sente uma certa insegurança com sua aparência deve ver. Pra assistir já!

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Ai, miga, eu sei como é isso. Dói pra caramba, a gente acha que nunca mais vai conseguir respirar, tampouco se envolver com alguém de novo. Mas há, sim, luz no fim do túnel depois de um pé na bunda!

Esse é um assunto delicado, eu sei. E não há uma fórmula mágica pra todo mundo – cada pessoa sente do seu jeito, não é? De qualquer maneira, como recebo muitos e-mails com casos assim achei que seria interessante gravar um vídeo com 5 dicas que podem ajudar você nessa. Olha só!

Pode ser que todas funcionem, até mesmo nessa ordem, para você. Pode ser que você demore a colocar qualquer uma delas em prática. Mas o que importa mesmo é que, com muita sorte, vou provocar seu pensamento a respeito do que está acontecendo com esse vídeo. Nossos caminhos são diferentes, porém sinto que, no fim das contas, tudo passa – e para todo mundo. Olha eu aqui vivona, por exemplo! <3

As 5 dicas para superar um pé na bunda

Se não está dando para você assistir ao vídeo agora, aqui vão as 5 dicas que podem ajudar você a superar essa situação chata, mas pela qual muita gente passa (tamo junta!):

#1 Viva o luto

Mas com hora para acabar, hein? E por luto entenda a fossa em si. É preciso sentir o que aconteceu sim! Melhor do que colocar para debaixo do tapete é ser honesta com o que se passa dentro de você. Então tá permitido chorar, ficar de pijama o fim de semana inteiro, comer um pote de sorvete sozinha… Só que SEMPRE lembrando que haverá o momento em que isso não existirá mais. A real é que a dor parece muito intensa no começo, mas aos pouquinhos ela vai passando e simplesmente some. Nem que demore.

#2 Não fuce

Enquanto isso, se esforce ao máximo para não ir atrás do(a) ex nas redes sociais. Sério mesmo, essa dica vale ouro: não vai valer a pena querer saber por onde anda a pessoa, quem ela está seguindo, se está namorando… O relacionamento acabou, então está acabado. A gente fica com essa curiosidade mórbida só para se machucar. E você precisa se magoar mais ainda? Ou então alimentar um monstrinho de raiva, ciúme ou qualquer sentimento ruim dentro do seu coração? Não precisa.

#3 Busque se distrair

Um excelente jeito de tirar a cabeça de quem deu um pé na bunda na gente é buscando distração. E pode ser qualquer uma: sair com os amigos, fazer um curso diferente, viajar pra um lugar estimulante… Enfim, escolha dentre as possibilidades aquela que tem a ver com você. E saiba que você vai vez ou outra pensar no cara ou na mina, mas está fazendo algo de bom por si. Como eu disse antes, o tempo cura de pouquinho nossas feridas, só que é preciso um pouco de disposição para que eles vão cicatrizando.

#4 Cuide de você

Distrações são importantes, mas cuidar de si é ainda mais! E com isso quero dizer que, além de escolher coisas que façam bem a você, é importante que colabore com seu autodesenvolvimento (enquanto ser humano mesmo)! A gente precisa sempre seguir o caminho do entendimento de nós mesmas, independentemente de estarmos ou não num relacionamento. Isso vai ajudar muito a melhorarmos nossas relações tanto interiores quanto exteriores. Leia, estude, busque, converse!

#5 Se fortaleça

Nesse processo todo, vai ser natural que você fique fortalecida. Sabe por que? Porque vai entender mais sobre quem é, como age, enfim, como lida com o que sente. E no fortalecimento de si mora também aceitar o amor de outras pessoas (fora de uma relação de casal) e o amor de Deus – ou a força superior que tem muitos nomes dependentes da religião. Um bom olhar para dentro desperta um bom olhar para fora (e vice-versa). Abrace sua vida com força e entenda que tudo o que passou foi um aprendizado.

Espero ter ajudado você no que vem depois de um pé na bunda. É complicado, eu sei, mas tudo tem solução! Afinal, as pessoas vêm e vão de nossas vidas, mas no fim quem sempre estará ali, grudadinha 24h por dia durante toda uma existência, é a gente mesma. <3

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Hoje a conversa é um pouco diferente, porque quem costuma falar sobre reflexões por aqui é a Thais. Mas já faz algum tempo que tem uma coisinha me incomodando, tanto nas redes sociais, como no nosso mundo “real” e hoje quero falar um pouquinho sobre isso. Por isso, te convido a assistir o vídeo abaixo, onde a conversa é “olho no olho”. Mas caso você não possa assistir um vídeo nesse momento, logo abaixo tem uma versão de tudo que eu disse em texto. Vem comigo!

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Autoestima, inseguranças e as cobranças que a gente impõe aos outros

Quero propor um desafio para você. Mas antes de tudo, me diz ai, o que você não gosta no seu corpo e o que você já deixou de fazer por causa disso? Anota ai num papel que, enquanto isso, vou dar um exemplo de algo meu por aqui.

Eu nunca gostei do tamanho do meu quadril, dos culotes e das minhas celulites e já deixei de ir para a praia e para a piscina com vergonha do que as pessoas iriam pensar de mim. Triste isso, né? Deixei de aproveitar um baita dia lindo de verão me esbaldando na piscina por vergonha do meu corpo. Agora que você também fez o mesmo, me conta, você sabe me dizer porque se sente assim?

Eu acho que tenho vergonha do meu quadril e das celulites porque me comparo com as outras mulheres. Acho que todo mundo é mais preocupada com a balança que eu, vai na academia todo dia, come salada em todas as refeições e gasta horrores em tratamentos estéticos para ficar com o “corpo de verão”. Como não sou assim, me acho desleixada e fora desse padrão do que é bonito. Em algumas situações preferia ficar em casa, do que exibir as celulites na frente de todo mundo e ser julgada pelo meu corpo.

Isso também é bem triste, e aposto aqui com meus botões que você tem uma justificativa parecida com a minha, ou pelo menos algo próximo disso, acertei?

Contando essa minha história, garanto que você pensou ai com seus botões “mas nossa, a Sabrina é tão legal, tão gente boa, tem um olhos tão lindos e fica ai deixando de aproveitar dias quentes por vergonha de usar biquini, que besteira!”

Pois eu certamente pensaria o mesmo de você se me contasse uma história parecida. Eu te diria tudo de mais legal que enxergo em você e te diria que é uma bobagem deixar de fazer algo x por causa de Y.

Mas porque será que eu, você e aposto que todas as mulheres que estão lendo este texto agora temos histórias tão parecidas? Porque será que todas nós nos sentimos mais ou menos da mesma forma?

Porque o mundo, nossa história, nossos relacionamentos, a televisão, a internet, a sociedade e tudo mais esperam que a gente seja perfeita. Que a gente se encaixe num padrão de beleza formatadinho por padrões europeus e que, se a gente não é de tal jeito, não está bom. E vou te dizer que até nos mesmas impomos isso pra gente. Que droga, né?

Somos um exército de mulheres infelizes com isso ou aquilo nos nossos corpos. E como já falei por aqui uma vez, a gente já tem tanta carga pra carregar, é aluguel pra pagar, condomínio que tá vencendo, as crianças que estão com febre, o carro que está vazando óleo, a sogra que tá doente e foi pro hospital, o emprego que tá capengando, a vaga no concurso que está difícil de conseguir e por ai vai. É uma porcaria a gente ter que ainda carregar o peso de ser linda, alta, magra, sarada, saudável, fitness, marombada, trincada, de cabelos sedosos, pele de pêssego, cheirosa, sem estria, sem celulites e a coisa toda. Canso só de pensar.

Mas como faz para mudar isso? Como faz para tirar um pouco desse peso das nossas costas? Nem que seja um pouquinho só? Minha resposta é MUDANDO O MUNDO E O JEITO QUE A GENTE PENSA! Mas opa, um pouquinho difícil né? Por isso, queria propor o desafio que comentei lá em cima.

No canal do Coisas de Diva somos um pouco mais de 70 mil pessoas, nas outras redes, chegamos a uns 130 mil pessoas. Não é o mundo todo, mas rapaz, já é uma fatia boa de gente, né não? Eu acho, pelo menos.

Por isso, queria propor o desafio pra essa bolha linda cor de rosa que é a comunidade de leitoras do Coisas de Diva. Vamos nos ajudar? Vamos tentar tirar um tiquinho do peso que é essa cobrança da beleza e do corpo ideal? Bora?

Tenho dois pedidos. O primeiro de todos é: escolha uma insegurança que você tem com seu corpo para abrir mão. Desencanar mesmo e tacar o foda-se. Por exemplo, eu vou tacar o foda-se e parar de deixar de fazer coisas por vergonha das minhas celulites. Deixo aqui meu compromisso lavrado, assinado e carimbado no cartório. Nunca mais vou deixar de aproveitar algo bacana por vergonha de usar biquini ou shorts curto. Agora você precisa fazer seu compromisso ai, tem que abrir mão de algo. Pode ser uma coisinha só, fechado?

Agora vem a parte mais difícil, quero propor a você que não critique outra mulher pelo corpo, aparência ou escolha de roupa dela. Se a gente não quer que julguem a gente por nosso corpo, precisamos deixar de fazer isso com as outras, não é?

É difícil, mas gostaria de pedir do fundo do meu coração para que você segure a língua e os dedinhos na hora de comentar onde a fulana pensa que vai com um shorts daquele. Eu posso te dizer que é difícil de fazer isso pois estou nesse exercício faz muito tempo. Estou a alguns anos enfiando dentro da minha cabeça que cada pessoa tem o direito de ser, fazer e usar o que quiser e ainda me pego na rua julgando a menina da saia curta. Dá até uma baita vergonha quando me vejo tendo esse tipo de pensamento.

Portanto, não peço que você pare de pensar dessa forma, porque esse é um exercício complicado. Mas peço, de coração, para que a vida de todas nós seja melhor, não fale e não escreva críticas à aparência de outra mulher. E se for possível, troque a crítica por elogios.

A gente não tem o costume de elogiar, mas sempre que você achar algo bonito em alguém ou curtir algo que ela estiver usando, fale. Mas só quando sentir isso de verdade. Vamos nós, as leitoras do blog, tentar fazer do mundo um lugar melhor pra gente viver? É só um pedacinho, um passinho pequeno, mas sinto que a gente pode sim, tenho certeza, fazer essa pecinha pequena da engrenagem começar a girar.

Vamo? Então vamo.

Ah, vale dizer que não estou dizendo tudo isso para ganhar elogios. Até ficarei chateada se tudo isso for entendido dessa forma. Estou aqui porque vejo comentários muito maldosos em outros canais, para outras pessoas e no Instagram de mulheres incríveis e me dói no coração que a gente faça isso, tanto com os outros, como com nós mesmas. Acho que a gente pode sim fazer dessa nossa comunidade um lugar melhor.

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