Coisas de Diva Coisas de Diva Coisas de Diva

botox

Uns meses atrás, uma amiga que não via tinha um tempo me contou que estava fazendo botox – algo que eu nem poderia prever ao olhar para o rosto dela (e que bom, afinal esse é o objetivo, mas já chego lá). Como ela tem mais ou menos a minha idade, fiquei tipo: “MAS JÁ???”.

É, amigas, a verdade é que eu sempre achei que botox fosse para mulheres mais velhas, com linhas de expressão já acentuadas. Como tenho um modo meio natureba de ver a beleza (mais ou menos assim: o que dá pra prevenir a gente previne, mas deixa a vida acontecer aí, hahahaha), confesso que rolava um certo preconceito com a coisa toda.

Sim, acho que a palavra – horrorosa, por sinal – era preconceito. Pré-concebi a ideia de mulheres super esticadas por procedimentos estéticos, naquela tentativa às vezes nociva de parecerem sempre jovens (atentem-se ao “às vezes”, só acho perigoso em alguns casos porque isso pode mascarar a pressão social injusta pela juventude eterna). Mas a verdade é que não é bem assim.

Antes que pareça contraditório eu agora achar que o botox é algo ok em vista aos padrões impostos pela sociedade, acho importante dizer que isso é e sempre será uma escolha pessoal. O que me guia é sempre o entendimento de aquilo ser uma opção interessante para algo que me incomoda (ou incomodará) de verdade ou apenas ser uma coisa que serve para atender ao que o mundo espera que eu faça porque “é assim que funciona”.

Voltando. Intrigada, fui buscar mais informações a respeito. O que descobri foi que, justamente, as tais agulhadas podem ser feitas em mulheres a partir dos 25 anos como forma de prevenção – opa, opa, já usei essa palavra antes! Foi aí que acionei uma chavinha de destrave no meu cérebro.

Um dos textos mais completos e interessantes sobre o tema que encontrei foi no blog da Paula Pfeifer, o Sweetest Person (essa é das antigas, que nem a gente! <3). Além de relatar seus 5 anos de botox, ela ainda fez uma entrevista com a médica responsável pelo procedimento. Está muito bacana e vale o clique! Durante as perguntas e respostas, algo me chamou a atenção:

Um exemplo comum que uso no meu consultório é o da folha de papel. Nas primeiras vezes que você amassa uma folha, se você esticar, ela volta praticamente ao normal. Mas após muitos “amassos” e “desamassos”, a folha já fica com vincos bem definidos, sendo quase impossível esticá-la completamente. Assim acontece com a nossa pele. Quando o procedimento é feito logo no início, é um “papel pouco amassado” mais fácil de tratar. Mas quando o paciente já tem rugas profundas e sulcos, além de ser mais difícil e exigir tratamentos complementares (preenchimento e lasers), o resultado nem sempre é natural. Afinal de contas, o ideal é você retardar o envelhecimento antes que ele chegue.

Dra. Leticia Castagna de Abreu

Achei isso muito interessante, afinal, se a gente passa anti-idade e não deixa de aplicar protetor solar mesmo nos dias nublados é para cuidar não apenas da saúde, mas da estética da pele, não é verdade? Com o botox é a mesma coisa: mais uma forma de prevenção que deve ser sempre assistida por um médico capacitado (essa parte é fundamental). A ideia não é deixar o rosto congelado e sem expressão, mas cuidar para que a expressão “machuque” menos o rosto. É assim que entendo agora.

Apesar de não ver linhas de expressão tão visíveis por enquanto (tenho a mania de franzir a testa quando estou falando e o cenho por causa da miopia), não sei exatamente como elas serão amanhã – tampouco se vão mesmo me incomodar. Mas ué, se existe uma opção para minimizá-las futuramente, não me custa tentar. Além do mais, algo que me incomoda muito é o fato de ter uma sobrancelha visivelmente mais alta do que a outra. Para minha surpresa, esse desalinho pode ser corrigido com botox.

Por isso, estou disposta a tentar. Se me sentir congelada, inexpressiva ou distante de como me enxergo nunca mais volto a fazer (a toxina botulínica é completamente absorvida pelo organismo em seis meses, por isso o lance de que botox “vence”). Por outro lado, se gostar, enquanto tiver condições ($), vou continuar fazendo. Mas, pra tudo isso acontecer, gostaria da indicação de vocês:

Meninas de Curitiba na faixa dos 30 que já aplicaram botox: alguma indicação de médico – e só médico pode fazer, hein? – confiável e com bom senso de estética? Minha amiga faz na GrafGuimarães e achei bacana a dica, mas queria ler mais opiniões!

Para quem nunca havia pensado no assunto ou torcia o nariz, feito eu, fica a reflexão a respeito. Vale ressaltar que o comentário de quem discorda da prática (com o porquê) é super válido! Quanto mais opiniões tivermos, melhor a conversa fica. Esse é meu modo atual de pensar – e me reservo sempre ao direito de experimentar e porventura mudar de ideia!

O intuito desse texto não é explicar os pormenores do botox (posso até fazer um depois da aplicação!), por isso deixo aqui outros materiais a respeito do tema:

Categorias
Compartilhe nas redes sociais
25 Comentários: Nos conte o que tem a dizer
Visualizar Comentários

A noite de ontem foi movimentada para quem gosta de assistir televisão – tava rolando Miss Universo na Band, eliminação/paredão do BBB na Globo e ainda o tapete vermelho do SAG Awards no E!. No começo, do alto do meu pijama e do meu pacotinho de jujuba, estava zapeando entre os canais. Mas uma pessoa em específico me fez parar no Miss Universo e esquecer do restante.

miss canadá

Estou falando de Siera Bearchell, 23 anos, coroada como a Miss Canadá 2016 e uma das participantes do concurso internacional. Assim que bati o olho nessa menina, logo no desfile de apresentação das 87 candidatas, fiquei encantada. Siera, para mim, se destacou. Ela tinha algo de diferente em relação às demais: um brilho no olhar e um sorriso confiante no rosto que me deixaram boquiaberta.

E sim, tem mais: o corpo da canadense era visivelmente mais curvilíneo em comparação ao de suas colegas de concurso (evidente, porque 99,9% das misses são magérrimas). Minha reação instantânea foi de muito mais simpatia por ela – não por pensar que ela era uma iludida coitadinha que jamais chegaria perto da coroa mas estava ali tentando, pelo contrário: por perceber que existe, sim, uma sementinha de mudança nesse mundão em que vivemos. Que alívio foi ver aquilo diante dos meus olhos.

A gente sabe que o Miss Universo é um concurso bem antigo (o primeiro foi realizado em 1952) e, por isso, já passou por algumas transformações. Vejo que, hoje, mesmo que ainda de forma discreta, tem acontecido uma evolução na forma de apresentar as candidatas. Se antes o que vencia era única e exclusivamente a beleza da moça (e, sim, sei que esse critério ainda é fortíssimo), agora vejo também que as misses estão buscando a representação da força feminina.

Um excelente exemplo disso foi a Miss Quênia, que disse palavras magníficas sobre empoderamento da mulher – apesar de ter ficado muito nervosa quando perguntada sobre a presidência de Donald Trump. Isso é até compreensível, aliás: vocês sabiam que ele já foi dono do concurso? Não sei se ela sabia do desligamento dele em 2015, mas consigo entender que mexer com o presidente dos EUA não é lá uma grande ideia (infelizmente, mas poder é uma coisa complicada, especialmente na mão de um babaca).

Enfim, o que quero dizer é que, ao meu ver, o Miss Universo tem trazido importantes mensagens de mulheres do mundo todo. Da situação social do Haiti (e do próprio Quênia) até a quebra de paradigma sobre o corpo feminino padrão – com todo o louvor à Miss Canadá. Numa sociedade tão plástica e cheia de regras (criadas por quem e para quem, afinal?), foi um sopro de ar fresco.

miss canadá

Me senti feliz em ver a canadense chegar ao top 9 (e adoraria ainda mais se ela tivesse ganhado), ainda mais depois de uma série de comentários preconceituosos sobre a forma da moça proferidos pelos comentaristas do programa na Band. Meu queixo caiu com aquelas palavras – tudo tão errado que foi impossível não ficar com raiva. Eu fiquei, e com muita.

Vejam, a emissora detém os direitos de transmissão do concurso para o Brasil todo. Visto que esse é um programa assistido por 1 bilhão de pessoas no mundo todo, dá para entender que bastante gente assistiu por aqui também. E aí, como se não houvesse a menor responsabilidade, os apresentadores da versão brasileira destilaram o bom e velho conhecido veneno do body shaming.

Ouvi coisas como “a Miss Canadá não está à altura do padrão de Miss Universo” ou “ela está no concurso para cumprir cotas”. SÉRIO MESMO, PESSOAL? E, pior: a única mulher presente riu e concordou com tudo. Se fosse eu, já rodava a baiana e soltava umas verdades ao vivo mesmo. É triste ver essa repetição de valores tão deturpados, mesmo durante um concurso no qual a premissa é a beleza.

Afinal, desde quando beleza precisa ser padronizada? A pluralidade da mulher é que deveria ser celebrada – e isso inclui sua história e seus valores além dos atributos físicos. Siera Bearchell, nesse ponto, para mim é campeã: suas entrevistas mesmo antes do concurso são de palavras tão empoderadoras que é impossível não se identificar. A seguir, um exemplo:

“É preciso disciplina para “ter o corpo de uma Miss Universo”. Também é preciso disciplina para ser aceito na Faculdade de Direito. É preciso disciplina para correr uma maratona. É preciso disciplina para ser fiel a nós mesmos em um mundo que está constantemente tentando moldar-nos em algo que não somos. As pessoas me perguntaram se eu mudei meu corpo para provar um ponto. Não. Nossas vidas estão em constante mudança. Assim como nossos corpos. Para ser sincera, eu comia quase nada em concursos anteriores  e mesmo assim não me sentia bem o suficiente. Não importa o quão pouco eu comia e quanto peso eu perdia, eu constantemente me comparava com as outras e sentia que podia perder mais. Minha percepção não combinava com o corpo que eu via no espelho. Havia dias em que eu comia uma barra de proteína, treinava por horas e lutava para dormir porque estava com muita fome. Meu corpo não é naturalmente magro e está tudo bem. Eu sou saudável. Eu estou em boa forma. Eu estou confiante. Eu sou eu. Esta é quem eu sou agora e eu estou bem. Mulheres, lembrem-se que a verdadeira beleza vem de dentro.

Quão forte e poderoso é esse ponto de vista sobre si e sobre as mulheres? Temos muito a aprender com Siera – e espero, de verdade, que possamos ver mais e mais representantes do amor próprio e da quebra de padrões tendo visibilidade por aí. Por outro lado, espero que a mídia aprenda de uma vez por todas que ridicularizar alguém por qualquer razão que seja só propaga uma ideia negativa e que coloca todo um movimento importantíssimo pra sociedade para trás.

miss canadá

Desculpem pelo texto enorme, mas eu precisava mesmo falar sobre a Miss Canadá – e tudo o que ela nos ensinou. <3

Categorias
Compartilhe nas redes sociais
65 Comentários: Nos conte o que tem a dizer
Visualizar Comentários

[Eu, a rainha da nostalgia, sim!]

antigos diários

Um tempo atrás, resolvi abrir um caixa grande que fica no armário em cima da minha cama – um lugar em que eu não mexia há quase dois anos. Nela ficam meus antigos diários. O primeiro é de 1996, quando, no auge dos meus 10 anos, contava sobre meu dia, meus dilemas e meus compromissos de criança. Segui com esse costume até os 18, por incrível que pareça!

Não teve como não rir de mim mesma ao ler aquelas palavras todas: elas manifestam coisas tão absurdas e próprias da idade que só o tempo mesmo foi capaz de desconstruir. Tinham as milhares de paixões platônicas da escola, relatos sobre o primeiro beijo, declarações de amor para ídolos teen, histórias longas sobre tretas idiotas com amigas, listas intermináveis de sonhos e coisas a realizar.

De tempos em tempos, gosto de revisitar meus vários eus, porque eles me fazem lembrar não só de quem eu fui, mas também de quem eu ainda sou. É incrível perceber o quanto a gente não muda em alguns aspectos! Não só de devaneios adolescentes vivem nossos antigos diários: eles registram características tão profundas da nossa personalidade que merecem ser revistas volta e meia.

Existem coisas que a Thais de 20 anos atrás já abandonou naturalmente – e para o bem! Mas tem outras que ainda permanecem enraizadas dentro de mim. Acho importante percebê-las, pois ainda precisam de mais atenção e carinho da minha parte, mesmo tanto tempo depois. São aqueles pequenos traumas, os sonhos íntimos que nunca saíram do papel, a relação com meu eu.

Olhar esses antigos diários é sempre um exercício que me requer força, pois me volta automaticamente para dentro de mim. Por isso, só o faço quando estou tranquila e movida pela vontade de me entender melhor – nunca em momentos tristes ou de muita euforia. Fico grata àquela menina que começou a escrever sua história tão cedo, porque, sem ela, muita coisa importante teria se perdido no tempo.

E você, ainda guarda seus antigos diários?

Agora é a sua vez de me contar! Seus diários estão esquecidos há muitos anos ou você costuma ler algum de vez em quando? De que forma o que está escrito impacta em você?

Categorias
Compartilhe nas redes sociais
19 Comentários: Nos conte o que tem a dizer
Visualizar Comentários

Acho que, se eu perguntasse se sou uma pessoa envergonhada, praticamente 100% das pessoas que me conhecem pessoalmente diriam que não – pelo contrário: falariam que sou um dos seres mais cara-de-pau de que já tiveram notícia. Mas a verdade é que nem sempre foi assim!

Já sofri com umas vergonhas tão aleatórias que vocês não fazem ideia! A sorte foi que, com o tempo, percebi que elas não tinham nada a ver e deixei todas para trás. Vou contar aqui algumas, aí vocês me dizem se já tiveram (ou se ainda têm) alguma. Então vamos lá!

vergonhas

Minhas vergonhas: #1 Depilação

Quando era mais nova, depilava a virilha só quando tinha que usar biquíni ou arrumava um namoradinho novo (risos). Ou seja, nos entremeios de tudo isso, deixava o matagal tomar conta sem dó! Aí, quando pisava na cabine da depiladora, já ia dando 450 tipos de justificativa pra situação. Morria de vergonha de estar daquele jeito. Um belo dia, uma profissional me respondeu: “mas se você estivesse sem pelos nem precisava vir aqui, né?” – uma sábia da obviedade. Foi assim que me dei conta de que não tinha nada a ver pirar com isso. Afinal, vejam bem: depilar é justamente o propósito da coisa.

Sobre isso, acho importante um parênteses: considero que pelos são uma questão bastante pessoal. Eu, Thais, me sinto melhor tirando mensalmente, mas se para alguma de vocês não tirar é mais interessante tá tudo bem também! <3

Minhas vergonhas: #2 Ficar pelada

Falando em coisas ~íntimas, ficar pelada já foi uma das minhas vergonhas. Minha mãe sempre foi muito reservada e aprendi com ela a ser assim também. Acontece que isso se estendia a várias esferas necessárias da vida, tipo ir na ginecologista ou transar. E aí não tem como viver sem se entregar, né? Passei a encarar esses processos com mais naturalidade – um corpo é um corpo, oras! O que o meu tinha de tão “errado” em relação ao dos outros, afinal? Hoje, não vejo problema com a nudez. Não é que saia peladona por aí, mas se precisar vou que vou, hahahaha!

Minhas vergonhas #3: Pedir ajuda

Ainda estou trabalhando nessa, confesso! Mas, antigamente, o “pedir ajuda” se estendia a muita coisa, incluindo, sei lá, estar perdida numa rua e precisar de orientação. Morria de vergonha! Com essa bobagem eu parei. Ainda tenho minhas reservas em pedir ajuda emocional e financeira quando elas são necessárias. Uma vez, meu amigo Alex Cursino (que é um blogueiro lindo de moda masculina) me disse que eu era muito orgulhosa. Foi um mini tapa na cara desses do bem, porque me fez pensar que sim, às vezes eu acabo achando que pedir ajuda é sinônimo de fraqueza, quando na verdade é de pura força.

Minhas vergonhas #4: Falar com os homens

Nossa, eu era uma zero à esquerda nos assuntos amorosos quando mais nova. Vivia apaixonada platonicamente e só de pensar em me dirigir ao cara já me tremia inteirinha! Hoje sou bem cara-de-pau nesse sentido, hahahaha! Se estou com vontade de iniciar uma troca, chego e puxo assunto mesmo. Parto hoje da seguinte premissa: “o ‘não’ eu já tenho, mas e vai que dá boa?”. E, sim, já levei meus foras, mas em boa parte do tempo deu super certo. É claro que, para isso, rola toda uma preparação psicológica – ou seja, saber que a rejeição faz parte, mas que ela não é causada por um “defeito” meu, entendem?

Minhas vergonhas #5: Conversar com estranhos

Essa eu tinha super forte quando ainda cursava Jornalismo. Tinha que abordar pessoas na rua ou ligar para desconhecidos para minhas entrevistas e quase morria por dentro. Gaguejava, dizia o nome errado, treinava mentalmente minha apresentação primeiro. Mas a profissão me ensinou a ser mais desinibida quanto a isso, afinal, como está escrito nessa mesma frase, tava trabalhando. Qual o pecado de tentar, não é mesmo? Teve um momento em que já estava tirando de letra. E, até confesso, sinto falta de resolver minhas coisas profissionais pessoalmente ou pelo telefone de vez em quando!

Minhas vergonhas #6: Ir para a academia

Nossa, com essa eu já sofri muito! Vou para a academia desde os 16 anos (com pausas gigantes, confesso) e, no começo, me sentia a pessoa mais inadequada do mundo naquele ambiente. Ficava olhando aquela mulherada toda fitness com a minha camiseta dos formandos da oitava série e pensando: “o que raios tô fazendo aqui?”. Morria de vergonha de pedir ajuda pro instrutor, de possivelmente cair da esteira ou de pedir para revezar algum aparelho. Mas aí passei a me blindar das comparações, lembrando que estava lá única e exclusivamente por mim, não pelos outros.

Olhando para trás, fico feliz que tenha superado tantas vergonhas bobas, que só me paralisavam! E vocês, se identificaram com alguma dessas? Ou têm outras? Dividam comigo nos comentários!

Foto: Shutterstock

Categorias
Compartilhe nas redes sociais
29 Comentários: Nos conte o que tem a dizer
Visualizar Comentários