Coisas de Diva Coisas de Diva Coisas de Diva

Lembra do COMPROMISSO PÚBLICO que assumi dizendo que não evitaria mais usar roupas curtas por causa das celulites, coxas grossas e tudo mais? Pois bem, estou vindo aqui prestar contas.

Quando estive em São Paulo semanas atrás, fiz questão de usar o shorts mais curto que tenho e que sempre pensava duas vezes antes de vesti-lo. Usava quando estava entre amigos, mas nunca para viver a vida fazendo coisas aleatórias. Não queria que as pessoas ficassem reparando nas minhas celulites.

Então usei o dito cujo para ir na feira de antiguidades e passear nos cafés e restaurantes. Vou te contar que acho que não foi uma boa ideia, não pela roupa em si, mas pelos comentários infelizes dos machos de plantão. Te contar que quase voltei para o hotel para trocar de roupa pelo tanto que aquilo estava me incomodando. Mas levantei a cabeça e segui em frente me fazendo de surda. Difícil né, quando a gente quer ter a liberdade de usar o que quiser e tem que ouvir imbecilidade no meio da rua. Veja só, estava querendo provar um ponto para mim mesma que posso usar o que quiser sem me importar com o julgamento dos outros e mesmo assim, me senti constrangida pelos comentários machistas na rua. Ser mulher não é fácil, não.

A blusa e o shorts são da AMARO, mas não tem mais para vender.

Mas tirando essa história semi triste, também resolvi tirar da minha lojinha do Enjoei uma saia que sempre achei linda, mas nunca usava porque achava que minha pancinha ficava muito aparente. Ficava barrigudinha e com o popozão super marcado, então por mais que eu provasse a saia, mudava de ideia no final e trocava de roupa. Pois bem, resolvi que a saia seria usada SIM e foda-se se o corpo fica marcado demais. Achava ela muito linda para ficar parada no armário ou para vender sem nunca ter usado. O resultado do look, é esse abaixo. Me senti bem feliz em vencer essa mini barreira que tinha com a saia justa e fiquei toda serelepe com a peça “nova”. Vou usar mais vezes!

Foto tirada pela Melina Souza. A saia foi comprada a mais de 4 anos e a camiseta foi comprada no Enjoei, coincidentemente, a vendedora era leitora do blog. 🙂 O colar é da Forever 21, tênis Bottero e bolsa Adô.

Ainda não tive oportunidade de ir para a praia ou piscina, mas me aguarde que o verão está logo ali e logo vamos ter corpitcho de biquini por ai. Me aguarde!

Categorias
Compartilhe nas redes sociais
38 Comentários: Nos conte o que tem a dizer
Visualizar Comentários

Quando fiz meu vídeo falando de inseguranças e julgamento, a Karina, que é nossa leitora, me deu a dica de ver o documentário Embrace. Já sei o que você está pensando, mas eu juro que esse documentário não é chato, muito pelo contrário, ele é bacana para caramba e ajuda horrores a dar uma nova perspectiva sobre nossas inseguranças. A boa notícia é que tem na Netflix, então é fácil de assistir.

Embrace é um documentário dirigido e produzido por Taryn Brumfitt, uma australiana que, após publicar  uma foto de “antes e depois” na internet, recebe um milhardão de comentários de mulheres tristes com a visão dos seus corpos.

Mas ao contrário do que a gente está acostumado a ver por ai, o “antes” da Taryn era de quando ela fazia body building e era magra e musculosa e a foto do “depois”, era de quando ela estava mais gorda depois de ter seus filhos. Na legenda ela contava que preferia o corpo do “depois” e a vida que tinha naquele momento. O que aconteceu a seguir foi uma enxurrada de apoio à sua publicação, naquela época ninguém tinha coragem de fazer algo assim, ainda mais publicamente.

Com essa postagem, Taryn percebeu como milhares de mulheres se sentiam tristes com sua aparência, chegando a descrever seus próprios corpos como “repugnantes”. É de cortar o coração. Foi assim que ela iniciou um movimento, chamado de Body Image Movement, que atua no sentido de mudar nossa percepção de quem nós somos e de como é nosso corpo. O documentário acompanha Taryn por várias viagens e entrevistas com mulheres extremamente inspiradoras.

Serião, Embrace me tocou demais e acredito que todo mundo que sente uma certa insegurança com sua aparência deve ver. Pra assistir já!

Categorias
Compartilhe nas redes sociais
9 Comentários: Nos conte o que tem a dizer
Visualizar Comentários

Hoje a conversa é um pouco diferente, porque quem costuma falar sobre reflexões por aqui é a Thais. Mas já faz algum tempo que tem uma coisinha me incomodando, tanto nas redes sociais, como no nosso mundo “real” e hoje quero falar um pouquinho sobre isso. Por isso, te convido a assistir o vídeo abaixo, onde a conversa é “olho no olho”. Mas caso você não possa assistir um vídeo nesse momento, logo abaixo tem uma versão de tudo que eu disse em texto. Vem comigo!

Se inscreva no nosso canal para ver os 6 vídeos que publicamos toda semana!

Autoestima, inseguranças e as cobranças que a gente impõe aos outros

Quero propor um desafio para você. Mas antes de tudo, me diz ai, o que você não gosta no seu corpo e o que você já deixou de fazer por causa disso? Anota ai num papel que, enquanto isso, vou dar um exemplo de algo meu por aqui.

Eu nunca gostei do tamanho do meu quadril, dos culotes e das minhas celulites e já deixei de ir para a praia e para a piscina com vergonha do que as pessoas iriam pensar de mim. Triste isso, né? Deixei de aproveitar um baita dia lindo de verão me esbaldando na piscina por vergonha do meu corpo. Agora que você também fez o mesmo, me conta, você sabe me dizer porque se sente assim?

Eu acho que tenho vergonha do meu quadril e das celulites porque me comparo com as outras mulheres. Acho que todo mundo é mais preocupada com a balança que eu, vai na academia todo dia, come salada em todas as refeições e gasta horrores em tratamentos estéticos para ficar com o “corpo de verão”. Como não sou assim, me acho desleixada e fora desse padrão do que é bonito. Em algumas situações preferia ficar em casa, do que exibir as celulites na frente de todo mundo e ser julgada pelo meu corpo.

Isso também é bem triste, e aposto aqui com meus botões que você tem uma justificativa parecida com a minha, ou pelo menos algo próximo disso, acertei?

Contando essa minha história, garanto que você pensou ai com seus botões “mas nossa, a Sabrina é tão legal, tão gente boa, tem um olhos tão lindos e fica ai deixando de aproveitar dias quentes por vergonha de usar biquini, que besteira!”

Pois eu certamente pensaria o mesmo de você se me contasse uma história parecida. Eu te diria tudo de mais legal que enxergo em você e te diria que é uma bobagem deixar de fazer algo x por causa de Y.

Mas porque será que eu, você e aposto que todas as mulheres que estão lendo este texto agora temos histórias tão parecidas? Porque será que todas nós nos sentimos mais ou menos da mesma forma?

Porque o mundo, nossa história, nossos relacionamentos, a televisão, a internet, a sociedade e tudo mais esperam que a gente seja perfeita. Que a gente se encaixe num padrão de beleza formatadinho por padrões europeus e que, se a gente não é de tal jeito, não está bom. E vou te dizer que até nos mesmas impomos isso pra gente. Que droga, né?

Somos um exército de mulheres infelizes com isso ou aquilo nos nossos corpos. E como já falei por aqui uma vez, a gente já tem tanta carga pra carregar, é aluguel pra pagar, condomínio que tá vencendo, as crianças que estão com febre, o carro que está vazando óleo, a sogra que tá doente e foi pro hospital, o emprego que tá capengando, a vaga no concurso que está difícil de conseguir e por ai vai. É uma porcaria a gente ter que ainda carregar o peso de ser linda, alta, magra, sarada, saudável, fitness, marombada, trincada, de cabelos sedosos, pele de pêssego, cheirosa, sem estria, sem celulites e a coisa toda. Canso só de pensar.

Mas como faz para mudar isso? Como faz para tirar um pouco desse peso das nossas costas? Nem que seja um pouquinho só? Minha resposta é MUDANDO O MUNDO E O JEITO QUE A GENTE PENSA! Mas opa, um pouquinho difícil né? Por isso, queria propor o desafio que comentei lá em cima.

No canal do Coisas de Diva somos um pouco mais de 70 mil pessoas, nas outras redes, chegamos a uns 130 mil pessoas. Não é o mundo todo, mas rapaz, já é uma fatia boa de gente, né não? Eu acho, pelo menos.

Por isso, queria propor o desafio pra essa bolha linda cor de rosa que é a comunidade de leitoras do Coisas de Diva. Vamos nos ajudar? Vamos tentar tirar um tiquinho do peso que é essa cobrança da beleza e do corpo ideal? Bora?

Tenho dois pedidos. O primeiro de todos é: escolha uma insegurança que você tem com seu corpo para abrir mão. Desencanar mesmo e tacar o foda-se. Por exemplo, eu vou tacar o foda-se e parar de deixar de fazer coisas por vergonha das minhas celulites. Deixo aqui meu compromisso lavrado, assinado e carimbado no cartório. Nunca mais vou deixar de aproveitar algo bacana por vergonha de usar biquini ou shorts curto. Agora você precisa fazer seu compromisso ai, tem que abrir mão de algo. Pode ser uma coisinha só, fechado?

Agora vem a parte mais difícil, quero propor a você que não critique outra mulher pelo corpo, aparência ou escolha de roupa dela. Se a gente não quer que julguem a gente por nosso corpo, precisamos deixar de fazer isso com as outras, não é?

É difícil, mas gostaria de pedir do fundo do meu coração para que você segure a língua e os dedinhos na hora de comentar onde a fulana pensa que vai com um shorts daquele. Eu posso te dizer que é difícil de fazer isso pois estou nesse exercício faz muito tempo. Estou a alguns anos enfiando dentro da minha cabeça que cada pessoa tem o direito de ser, fazer e usar o que quiser e ainda me pego na rua julgando a menina da saia curta. Dá até uma baita vergonha quando me vejo tendo esse tipo de pensamento.

Portanto, não peço que você pare de pensar dessa forma, porque esse é um exercício complicado. Mas peço, de coração, para que a vida de todas nós seja melhor, não fale e não escreva críticas à aparência de outra mulher. E se for possível, troque a crítica por elogios.

A gente não tem o costume de elogiar, mas sempre que você achar algo bonito em alguém ou curtir algo que ela estiver usando, fale. Mas só quando sentir isso de verdade. Vamos nós, as leitoras do blog, tentar fazer do mundo um lugar melhor pra gente viver? É só um pedacinho, um passinho pequeno, mas sinto que a gente pode sim, tenho certeza, fazer essa pecinha pequena da engrenagem começar a girar.

Vamo? Então vamo.

Ah, vale dizer que não estou dizendo tudo isso para ganhar elogios. Até ficarei chateada se tudo isso for entendido dessa forma. Estou aqui porque vejo comentários muito maldosos em outros canais, para outras pessoas e no Instagram de mulheres incríveis e me dói no coração que a gente faça isso, tanto com os outros, como com nós mesmas. Acho que a gente pode sim fazer dessa nossa comunidade um lugar melhor.

Categorias
Compartilhe nas redes sociais
42 Comentários: Nos conte o que tem a dizer
Visualizar Comentários