Coisas de Diva Coisas de Diva Coisas de Diva

Essa frase não é minha, mas volta e meia ouço ou leio ela por aí. Vinda diretamente da boca de algumas mulheres, famosas e anônimas. Mas por que raios o jeito que fomos criadas seria motivo de pavor? A quem, afinal, ele desagrada tanto? Essas são algumas perguntas que costumo fazer.

Lembro de uma vez, um bom tempo atrás, que dei de cara com uma conhecida na rua. Ela estava sem um pingo de maquiagem, coisa que usava sempre que nos encontrávamos. Levei um susto, confesso – deu aquele nó no cérebro por alguns segundos: “de onde eu conheço essa pessoa?”; “ah, é a Maria, mas ela está tão diferente”; “por que será que hoje está de cara lavada, será que aconteceu alguma coisa?”.

Enquanto acontecia aquele lapso temporal dentro da minha cabeça, notei que ela estava extremamente desconfortável. De qualquer forma, nos cumprimentamos, conversamos sobre algumas coisas e nos despedimos. Mais tarde, pensei: “mas de onde veio tanto espanto, Thais?”.

Percebi que eu, aquela pessoa que acreditava defender tanto a liberdade da mulher, estava julgando a menina pela aparência dela. Não por pensar que ela deveria estar maquiada num domingo de manhã (coisa que eu não estava, aliás), mas por não aceitar o fato de que não tinha me passado a mesma mensagem consistente das outras vezes em que nos vimos – a face maquiada.

Me afundei em questionamentos e, pelo aprendizado que me trouxeram, nunca esqueci essa história. Afinal, o que eu tinha a ver com as decisões de outra pessoa? Isso mesmo, absolutamente nada. O que me incomodou depois de avaliar minha reação foi a ideia de que ela não estava confortável sem usar sua maquiagem de todo dia – justamente por causa do que pessoas como eu iriam pensar. Como se uma decisão tão pessoal ainda precisasse correr o risco de ser avaliada por uma plateia.

beleza natural

E é aí que entram minhas perguntas iniciais. O pavor da beleza natural é realmente da mulher ou pertence ao julgamento alheio? Não há mal algum em se maquiar todo dia, da mesma forma que não há mal algum em sair de cara lavada. Mas a gente precisa parar para pensar o que motiva cada escolha – e isso jamais deve pertencer aos outros. Tem que vir do nosso interior.

Não é fácil, eu sei. Muito do que pensamos está contaminado com experiências de vida ou com mensagens insistentes passadas pela mídia. É um exercício deixar de ouvir essas vozes e encontrar a nossa, lá no fundo. Mas, quanto mais tentamos, mais desabrochamos em nossas autodescobertas. E passamos a não dever nada a ninguém, nem mesmo a nós mesmas.

É tempo de nos questionarmos de coração aberto, com honestidade. Em tudo.

  • O batom vermelho para buscar as crianças na escola é para você ou para as mães de outros alunos que aparentam estar sempre impecáveis?
  • Os contornos faciais são para parecer a pessoa que você viu na TV ou para ressaltar o que tem de melhor no seu rosto?
  • A cara lavada na reunião de trabalho é motivo de preocupação com o que os outros vão pensar ou é assumidamente sua?
  • O desejo de fazer botox aos 20 e tantos anos vem de um desejo pessoal ou da pressão para ser eternamente jovem?
  • Aquela sequência de 20 cremes que você usa antes de dormir são seu momento de amor com o corpo ou a obrigação de se cuidar?

 

Vamos nos olhar com mais carinho? Deixar os fantasmas para lá e abraçar nossa verdade? A vida não vem com um manual de instruções – e quem o escreve somos nós. Aliás, esse guia é feito à lápis. Dá para apagar e mudar a qualquer momento. Mas precisa ser única e exclusivamente nosso. <3

Foto: Shutterstock

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O que nossas divas já nos disseram
  1. Monique

    Muito bom o texto, Thaís.

    Vale muito a reflexão. As vezes tratamos a maquiagem do dia a dia como uma coisa tão banal que na realidade esquecemos os motivos que nos faz usa-la.

    Eu, assim como a sua conhecida do texto, as vezes me sinto desconfortavel em sair sem maquiagem justamente por “medo” do que os outros vão achar.

    Realmente precisamos acabar com isso. Obrigada pela reflexão!

    beijo

  2. Márcia Daniella

    Eu encaro a maquiagem como algo pra me divertir e me sentir bem. Ao retirá-lá ou optar por não usá-la, eu tenho também que me reconhecer e me sentir bem. Eu já fiz as pazes com o espelho e consegui aceitar as imperfeições do meu rosto. Foi libertador. <3

  3. AbeGomes

    “Aquela sequência de 20 cremes que você usa antes de dormir são seu momento de amor com o corpo ou a obrigação de se cuidar?” Ahh como eu gosto dessa sequência de cremes… uso vários.. e esse é o meu momento! 🙂
    Linda Reflexão!!

  4. Amei o texto. Não tem nada melhor que sair sem maquiagem e nos sentirmos confortáveis mesmo assim, pois gostamos de como somos de verdade. http://www.alemdolookdodia.com

  5. Vanessa Antunes

    Lindo texto. Parabéns!

  6. Carolina

    Ótimo texto, Thais! 🙂
    E acho que muitas vezes nós não estamos preparadas para sair por aí de cara lavada e beleza natural devido aos comentários alheios mesmo. Digo por experiência. Toda vez que vou trabalhar sem maquiagem, sempre tem alguém que me pergunta se estou bem/doente/triste, até meu chefe já me perguntou! E na maioria das vezes a escolha foi pura e simplesmente para deixar a pele “respirar” e não por falta de ânimo ou vaidade, já que minha rotina de creminhos e protetor está lá firme e forte todos os dias.
    As pessoas precisam mudar esse pensamento, a começar de nós mesmas!

    • Precisam mesmo, Carol! Vamos incitar mais esses pensamentos! 🙂

  7. Nossa, nunca me esqueço de um dia que minha chefe foi trabalhar sem maquiagem. Mas eu, que nunca tinha usado maquiagem na vida até então, não me liguei e logo quando ela veio me dar oi perguntei: “- Nossa Ana, o que aconteceu, você está doente? Sua cara tá péssima”. Aí ela me olhou: “-Não Má, estou sem maquiagem”….

    Aí saiu da sala e foi pro banheiro se maquiar. VERGONHA! Até hoje tenho vergonha de ter falado isso, mas eu realmente não tinha me ligado que o “problema” era a falta de maquiagem. Que a “cara branca de doente e os olhos tristes de resfriado” na verdade eram ausência de base e de lápis e rimel.

    Pra você ver que todas nós estamos sujeitas a “julgar” mesmo que não intencionalmente. Depois dessa experiência catastrófica nunca mais eu falo nada pra ninguém e sempre presto atenção. Mas é isso mesmo, vale a reflexão. Adorei o texto!

    Bjs

  8. Já dizia a Tati do GlamLifeGuru: eu não preciso de maquiagem, eu escolho maquiagem. Sou dessas que se precisar já sai as 6 da manhã com base, corretivo, pó, blush, bronzer, sobrancelha feita, rímel e batom escandaloso. EU amo. É isso que importa. No fim a coisa acaba se invertendo e as pessoas ficam olhando torto o seu batom diferentão. Porém “0 fucks given” e se der preguiça no fim de semana, saio de cara lavada na boa. Vamos pensar mais em nós mesmas e deixar o mundo que fale.

    • É isso mesmo, algo puramente pessoal! O resto é o resto. 🙂

  9. É… realmente não tenho me olhado! :/

  10. Tâmara

    Amei seu texto… É momento de nos questionar mesmo. Por que que temos que nos maquiar para sair de casa? Eu amo maquiagem, sempre gostei e agora muito mais, mas eu também amo ficar com o rosto limpo só com um hidratante. É justamente para isso que não tomo sol e que tenho me alimentado melhor, e também cuidado da pele, para poder ter o meu natural saudável. Eu tenho 39 anos, mas as pessoas acham que tenho bem menos e isso tudo é consequência de não tomar sol e limpar bem a pele, e claro, sorrir muito e sempre.
    Eu quero me cuidar por mim, para mostrar que sim, com boa alimentação, noites bem dormidas e produtos adequados, eu posso chegar bem na minha maturidade.
    Natural é muito mais bonito, sempre, mas precisa que, o natural seja bem cuidado e mais que isso, o interior também seja saudável e bonito.

    • Tamara

      Nossa Tâmara me assustei, porq parece que foi eu que escrevi tudo isso, fora o nome praticamente idêntico…rsss…
      Eu tenho 38, as pessoas tbém dizem que não aparento a idade que tenho, desde sempre tomo super pouco sol, mesmo no inverno uso protetor solar…Minha alimentação é super natural, não sempre, não sou neurótica, mas procuro estar atenta, principalmente durante a semana…

      Concordo com tudo que disse..noites bem dormidas, não fumar tbém é imprescindível…Tenho usado muito óleos vegetais e essênciais tbém, abolindo um pouco o consumismo…Eu me cuido por mim, porq realmente me amo…e com a idade chegando me sinto meio esquisita com tanta maquiagem pra falar a verdade…Um rímel e um balm já deixa mais natural, e com aspecto legal…..acho q meus olhos ficaram mais fundos de 1 ano pra cá…

      O interior, ah o interior é o mais importante, pessoas bonitas tem a alma leve, essa é a verdadeira beleza, qdo estou meio emputecida me acho feia, qdo sorrio pra mim diante do espelho, aí sim sou eu…Beleza interior não é coisa de decorador não é a mais pura verdade…

      Taís, texto muito digno, mega reflexivo…O dia que conseguirmos dar um foda-se para o que os outros pensam e tbém julgar menos tudo vai ficar certo…

      Nas suas palavras: “Mas, quanto mais tentamos, mais desabrochamos em nossas autodescobertas. E passamos a não dever nada a ninguém, nem mesmo a nós mesmas.”

      Pra chegar à isso recomendo meditação…Se alguém me pedit uma dica de beleza, uma dica pra ser feliz, uma dica pra ter foco, etc, etc, etc, tá aí o segredo do Universo…Beijos!!!

    • Tamara, querida, será que você encontrou seu clone perdido aqui no CDD? Muito legal o que comentou e ver vocês interagindo! <3

    • Perfeito, Tâmara! Adorei a parte do sorrir! <3

  11. myrian

    Depois que a gente se acostuma a sair maquiada, confesso que é difícil sair de cara lavada. A gente vai muito pela opinião dos outros sim. Mas, se não tenho onde ir, fico de cara lavada, saio de cara lavada mas não me sinto bonita assim.
    Linda reflexão!

  12. Maria Paula Ewald

    Apenas gratidão por esse texto <3

  13. Miriã Andrade

    Lindo o texto, faz a gente refletir profundamente! <3

  14. Marina

    O texto é lindo, e eu confesso que uso maquiagem quase que por diversão, pra ser um momento lúdico no meu ritual de tomar meu banho, me arrumar pra sair e usar os produtos que eu gosto. E há anos era assim.

    O problema é que quando eu OUSO sair sem maquiagem (ousei), eu fiquei na mesma situação que a menina que vc encontrou, e eu não sabia até como era profundamente desconfortável você estar falando com alguém e sendo negativamente julgado pela sua aparência. E isso pq eu tenho a pele bem cuidada e não me “escondo” atrás de tanta maquiagem assim.

    Lembro até hoje de um sábado em que, depois de séculos, fui ao mercado de manhã sem maquiagem pq estava me sentindo sem saco pra maquiagem e “muito livre”. Cheguei em casa, minha mãe estava se contorcendo de dor por causa de pedra nos rins e, claro, corri com ela pro hospital e fiquei HORAS lá. Eis que de tarde uma tia minha chega pra nos encontrar e não parava de olhar pra mim como se eu estivesse doente, horrível, dando “toques” pra eu me cuidar. Sério, que coisa desagradável.

    Eu simplesmente estava ali vivendo, cuidando da minha mãe, e até nessas horas a gente é observada desse jeito. Eu poderia ter dado um fora, mas a questão é que isso não é isolado. Se eu vou com cara quase lavada pro trabalho vão comentar 500 vezes que eu estou abatida. E por aí vai… É só ver o exemplo que vc deu, do estranhamento indisfarçável com a menina (que provavelmente deve ter encontrado mais gente sentindo isso). Você até refletiu depois, mas o efeito de quem sente na hora fica.

    Então essa coisa da cara lavada é meio uma faca de 2 gumes. Você pode se libertar, e isso tudo é muito bonito. Mas esteja preparada pra ser olhada quase o tempo todo como se estivesse doente, abatida ou algo do tipo, e isso, pelo menos a mim, me fere. Me entristece ter que aceitar que o meu estado natural é visto pelos outros como cara de doente

    • Entendo o que quer dizer, Marina. Mas acredito também que a gente precisa fazer as pessoas entenderem que, como humanas que somos, temos liberdade individual de estar ou não de determinada maneira – afinal, isso não interfere na vida de ninguém. Eu sei que é difícil, que é passinho de formiga mesmo, mas eu acredito, de coração, nesse processo. <3

  15. Ana Carolina

    Amei bem esse texto, autoaceitação deve ser a chave da felicidade. Digo “deve ser” porque ainda não atingi, mas bora buscar, né. Acho que é um exercício diário e infindável.

  16. Larissa Gutierres

    Primeiramente, preciso agradecer a vocês, porque esse tipo de reflexão tem me ajudado a lidar melhor com meus complexos. Muito obrigada, de coração.
    Vale muito a pena pensarmos nisso tudo que você escreveu. Antes, eu não conseguia ir até a esquina sem passar uma base no rosto. Hoje estou melhorando, tentando sair mais vezes sem maquiagem. Mas como as pessoas estão acostumadas a me ver maquiada, sempre que estou de cara lavada, surgem as perguntas desagradáveis: está doente? por que seu rosto tá vermelho? você tá com uma cara de cansada, hein? não dormiu essa noite? e essas olheiras?
    Confesso que esse tipo de comentário me incomoda muito! E eu, pra não ter que ouvir esse tipo de coisa, acabo me maquiando sem vontade. Ou, quando estou virada no jiraya, falo logo que a pessoa tá sendo desagradável e que eu não estou cansada/triste/doente coisa nenhuma! Hahahahah
    Meu namorado me ajuda muito nesse sentido, sempre diz que prefere me ver sem maquiagem, que minha pele é bonita e etc.
    Mas complexo é complexo, né? A gente não acredita muito em elogios! Rsrs

    • Keyla

      Oi, Larissa

      Me vi descrita aí no seu comentário rsrsrs Passei situação bem semelhante há uns anos atrás em situações que vc descreveu bem: não saía nem à padaria sem maquiagem e qd saía era um desconforto total se encontrava alguém e este ainda me fazia tantas perguntas sobre o pq não estar maquiada.
      Queria me livrar desse desconforto e dessa máscara social que acabava usando, e começar a ver a minha cara naturalmente mesmo. Afinal, como bem, não fumo, não bebo e estava na casa dos 20 (a melhor década para a pele! rsrs) e ia passar por ela sem vê-la!!! Recheada por base e pó.
      Como vc, tive alguém que me incentiva minha beleza natural e me empoderava. Comecei a me gostar mais e me sentir mais confortável, e tbm com a chegada dos 30 veio uma leveza e uma libertação da ansiedade que foi um máximo. Moral: hj uso ainda maquiagem, mas no dia-a-dia prefiro um protetor solar, rímel e batom. Deixo para produções completas para eventos e jantares o que costumava ser o meu habitual. Beijos, e vc é muito linda.

    • Keyla: <3

    • Larissa, acho que você poderia ficar mais virada no Jiraiya mais vezes, viu? Mas incitando o pensamento das pessoas. A gente muda o mundo devagarinho, mas muda! <3

  17. Carolina Dessen

    Thaís, mais uma vez, você sempre pertinente nos seus textos. Admiro você, e ainda mais com essa perspectiva que você demonstrou. Sempre é bom nos questionarmos diante de situações assim. E o melhor é que as vezes julgamos os outros e nem percebemos. O pior é que achamos que sempre somos imparciais e não julgamos os outros. Isso aparece nesses pequenos detalhes e momentos da vida. Somos a favor de certas situações e por incrível que pareça, temos que tomar a consciência que não somos perfeitas e julgamos sim. Mesmo que sem querer e sem pensar. Muito bem colocado essa auto-analise. Quando nos conhecemos e reconhecemos isso, acho que temos mais resultados positivos em nossa vida. Por menos julgamentos com outras pessoas e com nós mesmas. Por mais pessoas assim, menos julgamento e mais reflexões! 😉

  18. Mariana

    obrigada por isso! <3

  19. Gabriela

    Amei o que você escreveu! Me identifico muito, pois sempre ando maquiada e percebo o espanto das pessoas ao me encontrarem de cara lavada. Eu sou apaixonada por maquiagem, mas confesso que me sinto super insegura se tenho que sair sem nada no rosto. É chato escutar das pessoas coisas como “aii que cara de cansada, como você está diferente, você tem bolsas abaixo dos olhos…”. Bjos

    • A gente precisa aprender a fazer as pessoas refletirem sobre esses comentários, sem agressividade! Não dá pra simplesmente engolir e aceitar o julgamento alheio!

  20. Keka

    É difícil falar sobre este assunto delicado. Eu uso meus produtos, maquiagens, cremes. Para o trabalho, para festas, para “sair” (até porque os comprei com meu dinheiro suado, e se não usar, eles vencem).

    Enfim, mas há dias que não quero me maquiar, me arrumar, e saio assim, há dias que quero ir à farmacia comprar um remédio pra cólica, quero ir ao mercado comprar pão e simplesmente vou… SIM, porque não devo nada a ninguém. No alto de meus 36 anos sei bem quem eu sou, sei que minha pele não é a mesma da de quando eu tinha 20 anos, sei que engordei, sei que ninguém (ninguém mesmo) paga minhas contas e me cuido pra mim mesma, porque EU mereço e porque aprendi a me aceitar como sou.

    Fico olhando as meninas de 20 anos mega maquiadas no mercado (tipo na fila do açougue, esperando um kg de alcatra, chega a ser patético), fico olhando as adolescentes que vão à escola maquiadas, sobrancelha mega pigmentada, cílios postiços, e por fim cirurgias plásticas aos 20 anos (Sim, estou falando de Anitta e Ludmila mesmo).

    Imagino-as quando chegarem aos 30 e aos 40, que derrota de vida terão, ao verem a chegada das rugas, os primeiros sinais do “bigode chinês e dos pés de galinha”, quando o metabolismo desacelerar, quando chegar a fase de realmetne “esconder” as imperfeições, o que se fará? Como vão viver?

    Está tudo muito superficial. Não sei como será o futuro.

    É um caso a refletir….

    • É, Keka, essa nova geração está com os valores bem complicados mesmo. Vivemos numa sociedade puramente imagética, em que o APARENTAR nada tem a ver com o SER. Que a gente possa, mesmo devagarinho, mudar essa visão em nossas filhas, sobrinhas, irmãs… Eu ainda acredito. <3

  21. Nina Rezende

    Muito bom o texto! É pra se pensar mesmo.

  22. […] textão sobre a Beleza natural no Coisas de Divas.Temos que ficar bem atentas pra não criar outros padrões como só vale a […]

  23. Keyla

    Oi, Thaís!

    Achei linda sua reflexão e muito pertinente! A autoaceitação, para mim, é a chave da felicidade. Já fui uma dependente de maquiagem extrema e hj to curada kkkkkk Perto dos 30 comecei a amar minha pele ( afinal, não fumo, nem bebo e como bem! Ela tá bonita, pq esconder?) e deixar as make mais pesadas para produções noturnas.
    Mas tenho uma questão para levantar: vc não acha que os blogs ( veja bem, não estou dizendo que é o CD pq amo o blog. Só leio esse de todos que acompanho desde 2009!) não contribuem para esse excesso de apego à maquiagem? Que devemos estar sempre maquiadas e lindas? E precisamos de ter o bendito pincel ou produto para SERMOS LINDAS, exercendo assim um consumismo desenfreado? Eu mesma acabei nessa cilada. Cheguei a ter 3 caixas de maquiagem pq comprava tudo que uma blogueira de maquiagem famosa indicada para fazer a maquiagem perfeita para ser bonita. Eu estava numa idade que não tinha esse senso crítico! Até cair a real, lá se foram alguns pilas e minha auto-estima junto (já recuperada!) …
    Cada vez que penso nisso vejo que tem coerência.

    Enfim, esse tipo de texto é o que mais gosto do blog! Beijos e parabéns!

    • Pois então! Acho que existem jeitos e jeitos de dizer as coisas – e mais: existem jeitos e jeitos de entender as coisas também. A verdade é que quando a gente ainda não está muito madura acaba caindo nessa de querer tudo, comprar tudo, fazer tudo, quando na verdade ainda não temos o discernimento pessoal do que realmente é bacana pra gente. Por aqui, ao menos, tentamos ser sempre muito democráticas com tudo, deixando claro que, no fim, quem decide é sempre a leitora! Nosso intuito é que a mulherada que nos lê desperte seu senso crítico e viva de maneira mais equilibrada, leve. <3

    • Keyla

      Com certeza, Thaís

      O Coisas de Diva é um blog diferenciado, autêntico e é o único que me identifico desde os primórdios dos blogs. Não foi uma crítica ao blog, viu? Amo muuuito o conteúdo e todas vcs. Já são parte do meu dia-a-dia, Bjs

    • Imagina, eu entendi! <3

  24. Gabriela R. Salomon

    Eu amo sair maquiada. Confesso. Mas não largo mão de ir para os lugares, até trabalhar, de cara “lavada”. QUando não tenho tempo de passar só um rímel, batom e lápis, saio sem. Não me importo. Agora isso de falar que se acha feia por não estar usando maquiagem, é ridículo. Sério. Devemos nos gostar como somos, não com o que compramos e passamos no rosto. É nossa beleza que, claro, vai muito além da nossa aparência. Belo texto, Thais 🙂

  25. Acho muito importante a gente fazer as coisas pra gente mesma, não pros outros, mas acho também que a gente tem que pensar até que ponto a gente gosta de verdade de “se cuidar” e até que ponto fomos ensinadas a isso. Claro que vivemos em sociedade e não dá pra separar a gente da cultura, mas acho que vale refletir sobre todos os rituais de feminilidade que nos ensinam e questionar pq somos ensinadas a isso e os homens não, por exemplo. Pq a gente tem sempre que parecer jovem e bem cuidada? Que sociedade é essa que cobra isso das mulheres? Será que a gente quer perpetuar isso? Enfim… muitas reflexões rs
    http://www.issoaquiloetal.wordpress.com