Coisas de Diva Coisas de Diva Coisas de Diva

Já é bem tarde – ou melhor, já está de madrugada. Recebi minhas amigas aqui em casa para o jantar. Cozinhamos juntas, bebemos, demos risada. E elas foram embora. Fui comprar uma cerveja (porque sou dessas, hahahaha) e, ao voltar para casa, me peguei saudosista. Comecei a olhar fotos antigas do celular que estão salvas no meu laptop. Lembrei com carinho de tantos momentos legais que vivi, encontrei o rosto de pessoas que quero levar pra sempre comigo, recordei situações que me fizeram sorrir (naquele dia e agora)…

E, num instante, também comecei a me lembrar das minhas saídas, da vida noturna, das baladas com as amigas. Me vi linda em tudo aquilo. Aí percebi subitamente que, naqueles dias, não era necessariamente assim que eu me sentia. Estava lá, toda maquiada, com o cabelo brilhando, em cima do salto – mas estava sempre colocando um defeito no que via no espelho. Olhava as outras meninas e sentia que, por melhor que me arrumasse, jamais ficaria como elas.

Atenção: fotos antigas, daquela época.

Não consegui conter o pensamento: “mas que boba eu fui”. Onde é que eu estava tentando me encaixar mesmo? Que tipo de parâmetro eu usava para me sentir aceita? Não consegui respostas, talvez porque, naquela época, eu me questionava muito menos do que hoje. Talvez estivesse querendo provar pro mundo o meu lugar, talvez quisesse chamar a atenção dos caras – e de outras mulheres. Não sei, mas se era isso mesmo, que bobagem.

Isso me remeteu a uma situação recente, em que estava em casa, sem previsão de sair, e tarde da noite fui encontrar alguns amigos na balada. Não estava afim de me maquiar, o cabelo tava um fuá, fiquei com preguiça de escolher uma roupa diferente da que tinha usado o dia todo. Tudo parecia um impeditivo nos meus antigos padrões. Mas levantei do sofá e fui. Dancei, ri, conversei com estranhos. E estava me sentindo ótima na minha própria pele.

Foi então que percebi que nada mais é capaz de tirar minha liberdade. Nem convenções sociais, nem querer ficar mais atraente pro sexo oposto, nada, nada. Hoje, só uso um saltão se estiver com vontade. Só passo batom vermelho se quero. Só coloco uma roupa desconfortável – mas maravilhosa – se estiver afim de abrir mão de algo. Não faço coisa alguma imaginando o que os outros vão pensar de mim. E é uma sensação incrível.

A gente sabe bem que, além da diversão, a noite também é momento de conhecer pessoas novas. Não vou mentir, eu adoro a possibilidade de terminar com alguém legal. Mas, hoje, essa pessoa vai me ver 100% vestida de eu mesma – com todas as minhas vontades, humores, desejos. Não me faço mais pra ninguém, não. Não coloco máscara nenhuma para chamar a atenção. Se bater o santo, foi. Se faltou alguma coisa, beijo e tchau.

Acho que tô amadurecendo, sei lá. Ando me cobrando menos – e vocês devem ter percebido isso pelos últimos posts de reflexão que tenho colocado aqui. Resolvi escrever não para dizer “olhem como eu sou evoluída”. Pelo amor de Deus, falta uma estrada longa pra isso acontecer. O que sei é que tô no caminho. E, se puder usar esse espaço para trazer minhas ideias, vou fazer – nunca se sabe quem mais pode se identificar, né?

Por isso, queria saber: quem mais já se sentiu da maneira bocó minha de antes? Vamos conversar? Vamos mudar juntas? <3

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107 Comentários: Nos conte o que tem a dizer
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O que nossas divas já nos disseram
  1. Sim, sim e sim! É isso! O batom ou o saltão apenas são complementos, como um chapéu, você usa se quiser mas aquilo não te define. O que importa e sentir-se bem na própria pele. Perdemos muito tempo tentando nos encaixar em padrões imbecis, ao invés de nos valorizar. Amo seus posts, e obrigada por compartilhar, você está salvando vidas, pena que não li algo tão IMPORTANTE E VITAL assim quando era jovem. Obrigada, querida!

    • Nossa, fiquei toda arrepiada aqui! Obrigada, mil vezes! E como eu queria ter lido isso antes também…

  2. Carolina

    Nossa!!! Texto perfeito! Se encaixa completamente aos meus pensamentos. Estamos sempre tentando nos sabotar. Muito obrigada!!!!

  3. Sacha

    Canso de ter esse sentimento ao olhar fotos antigas. Hoje em dia vou de tenis pra balada se me der na telha, fico a vontade e posso dançar a noite toda.
    Claro que vez ou outra escuto aquela voz sabotadora colocando grilo na minha cabeça.
    Tem coisas que só vem com a idade mesmo, pensar no passado e refletir faz parte do processo de tirar essas amarras.
    Se eu fosse “descolada” como sou hoje em dia, minha adolescência seria muito mais divertida e sem neuroses.

  4. Samira da Roza Berwanger

    Nossa, perfeito!!….Amei a reflexão….Quantas vezes fazemos coisas, nos vestimos para os outros?!…Quando fazemos por nós?!…Pura verdade….

  5. Malu Franklin

    Tenho 18 anos e ler os textos que vocês escrevem aqui me faz muito bem. Obrigada por me fazer refletir sobre tantos assuntos!

    • <3 <3 <3 Um milhão de coraçõezinhos!!! Fico super feliz que você se interesse pelo que a gente escreve!

  6. lurdes

    Muito bom o texto Thaís,eu também já fui assim.Eu tinha que estar perfeita com a roupa,cabelo,maquiagem,unha… e mesmo assim sentia que ainda não estava bem,cheguei a ficar até endividada comprando coisas pra me sentir bem e igual as outras pessoas,e como é ruim,eu me sentia “presa”. Muitas vezes me arrumava só para agradar os outros. Hoje não dou muita importancia,se estou me sentindo bem,tá ótimo. Penso que,temos que ter essa liberdade sim,isto é viver. Bjs

    • Nossa, isso de se endividar em prol da perfeição é complicado, né! Que bom que você saiu dessa e tá feliz! 😀

  7. Nani

    Oi Thais,
    Adoro teus posts de reflexão e com esse me identifiquei muito!
    Bora mudar juntas! Rs
    Bjs

  8. Priscila

    Também pensava dessa madeira quando tinha 18, 19 anos… me arrumava pra caramba, usava salto, roupas que me incomodavam, mas que era “preciso” para ser aceita no ambiente que eu ia.
    Hoje, não me importo de ir para uma festa de sapatilha. Não me importo de sair sem rímel, se eu não quiser passar. Sou muito mais segura e muito mais feliz!

  9. Esses programinhas são sempre os melhoress
    super beijo

  10. Raíssa

    Eu acho que isso tem muito a ver com amadurecimento, com novas etapas da vida. Sinto que quanto mais velha eu fico, menos eu me sinto “obrigada”. Antes tudo era uma neura. Não adianta achar que ir de princesa para os lugares vai mudar as coisas, se sentir segura e confortável é o que faz a maior diferença.

    • Com certeza, Raíssa! Ah, se soubéssemos aos 18 dessas coisas…

  11. Camilla

    Nossa Thaís, amei a reflexão! Acabei de voltar de uma viagem de 20 dias sozinha pela Europa e To naquela fase de depressão pos viagem! E essa viagem me ajudou mto a me descobrir: ser o que realmente sou, fazer o que de fato quero fazer. O tempo todo perdemos tempo com essas besteiras de convenções sociais e talz e não nos damos conta de como a gente pode ser feliz com “pouco”. Seu texto veio bem a calhar nesse meu momento de introspecção e de reflexão sobre o que eu quero P meu futuro! Parabéns

    • Fernanda

      Ei Camilla tudo bem? Como fez a viagem: excursão ou particular? tenho vontade de fazer essa viagem pela Europa sozinha. Diga tudo…rs.Obrigada.

    • Ó, lá! Camilla, conta mesmo como foi a experiência! Acho que viajar sozinha tem um quê muito libertador. Parabéns pela coragem e por ter voltado diferente de lá! <3

  12. Érika

    Nossa Thaís, de um modo parecido eu me via sempre fora do padrão, e isso me machucava por dentro. Uma vez reclamei que ninguém se interessava por mim, mas a pessoa respondeu que não era verdade, disse que muitos tiveram interesse, eu é que não soube reconhecer e aproveitar as oportunidades.
    Meninas que estão por aí peço que abram seus olhos e não desperdicem nenhuma oportunidade na vida.

    • Verdade! A gente tem mais é que ser feliz, se jogar, experimentar! 🙂

  13. Pra mim é o ao contrário! Adoro me arrumar. Um (ou 80) batom(NS) diferente(s) me deixam mto alegre. Às vezes algumas pessoas podem até dizer que eu me arrumo demais pra sair. Que eu carrego mto na maquiagem.
    Mas essa sou eu, feliz e alegre!
    Faço o que eu bem quero é eu me gosto assim!
    Se aparecer alguém que goste assim de mim, tudo bem. Mas eu vou vivendo a minha vida do jeito que eu quero, nada mais justo, não?

    • Com certeza, amiga! Isso vale pro oposto também. O importante é se gostar, seja de batom azul ou sem nada! <3

  14. Alissandra Oliveira

    Historinha: eu ligava bastante pra coisas que eu vestia. O cabelo(cacheado, e sempre alisado) teimava em nunca estar perfeito. O corpo que nunca era magro o bastante … Ai eu conheci um cara muito bacana( casei né, pq não é todo dia) que não via em mim os defeitos que eu via. Depois de um tempo nasceu meu filho, que me diz um “bom dia Linda” eu estando de pijama, descabelada e com cara de preguiça… Assim como o pai dele. E aos poucos fui me aceitando, que meu cabelo é bagunçado , assim como a vida deve ser. Que salto alto não condiz com pega pega no parque, que ser magra e fugir das coxinhas servidas em.aniversários não é vida pra ninguém. Hj eu me mato de malhar pq quero ter uma vida saudável pra ver meu garotinho crescer, aliso meu cabelo( com uma escova) se quiser ficar diferente, como coxinha e bolo e chocolate sempre que bate a vontade. Não sinto mais à necessidade de ser o centro da atenção das pessoas. E no fim do dia sempre recebo os melhores abraços, os melhores beijos, pq mesmo eu estando longe de ser uma musa de.revista, eu tenho outras coisas….

    • “Casei, né, porque não é todo dia” – HAHAHAHA, melhor comentário!

      E que lindo o que você escreveu, sério! Deus abençoe muito essa família! <3

    • Mel

      Muerta com o “não é todo dia”Alissandra !!! E sua “historinha” é tocante e inspiradora.Torcendo muito por vocês.
      Thais,vestida de mim mesma é frase pra Tees,mulher!!! Super compraria <3. Ótimo texto,grande ajuda .

  15. Marília

    <3

  16. Leticia

    Thaís, adoro quando vocês falam sobre maquiagem, mas ainda mais quando falam sobre comportamento e esse tipo de reflexão. Não existe nenhum espaço hoje para mulheres reais. Sempre gostei de ler e me informar, adoro revistas, por exemplo, mas lá só há espaço para o mundo da beleza (que adoramos), mas que não é exatamente real. No blog de vocês, me sinto representada por mulheres que adoram beleza, maquiagem, roupas, mas que sabem que há coisas mais importantes na vida. Parabéns pra vocês!

    • Jade

      Concordo completamente!!!

    • Leticia e Jade, mil vezes obrigada! <3

  17. Aline

    Nossa, estava pensando nisso esses dias ainda, me identifiquei muito com seu post.
    Eu gosto muito de me arrumar, mas agora não é sempre e nem pra tudo. Às vezes saio de casa de um jeito que meu “eu antigo” nem acreditaria hahaha
    Não posso dizer que estou tão desapegada assim com relação à opinião alheia, mas com certeza estou evoluindo nesse sentido, e me sinto cada vez mais livre e eu mesma por isso.

  18. Stephanie

    Thais, que delícia ler esse texto.
    Lembro que quando fiz 25 anos, eu vivia dizendo que tinha vinte e uns, por conta do medo de envelhecer.
    Em agosto faço 30 e já digo que tenho quase 30, pois hoje eu sei que sou muito mais interessante e segura de mim mesma.
    Apesar de estar solteira há um ano, o processo de me reencontrar tem sido valioso e estimulante. E assim como você, me arrumo sempre que quero, mas é por mim e para mim, com a certeza de que se algum bom tiver que acontecer, estarei aberta e tranquila.
    Obrigada pela sua reflexao.
    um beijo

    • Imagina! E é bom por aí mesmo. Os anos passam e a gente vai aprendendo a amar nossas novas idades. Estamos sempre em transformação!

  19. Márcia Daniella

    Já me senti assim várias vezes quando era mais nova. Depois dos 30 a sensação de tentar agradar os outros diminuiu bastante. Hoje eu quero me sentir bem comigo mesma.

  20. Rita

    Adorei…Vc disse tudo Thais…

  21. Cris

    EU estou com 29 (30 em junho). Quando passei pela fase da adolescência, me arrumava pra ir a qualquer lugar, se fosse na padaria a roupa tinha que estar ok, cabelo arrumado, maquiada.. me preocupava em estar magra e eu era tenho 1, 81 e pesava 50 kg, os anos foram passando e me dei conta que eu não precisava agradar ninguém a não ser eu mesma, hoje em dia saio do jeito que eu achar melhor.. cuido do meu peso mais sem neurose. E sei que se alguém for gostar de mim é pelo que sou e não pela roupa que estou usando ou o quanto arrumadinha estou. Nem tudo é aparência na vida, somos bem mais que o exterior.

  22. Bate aqui Thais! Também tenho procurado mudar minha perspectiva de vida, nesse mesmo sentido, e quanto mais nos apoiarmos, mais fácil se torna, não é mesmo?

    • o/ Com certeza, Carol! Estamos todas no mesmo barco! 🙂

  23. Gabriela Bastiani

    Thais!!! Texto maravilhoso, estou com os mesmos pensamentos… Vontade de ser apenas “eu mesma”! Beijo e te adoro mto :*

  24. Jade

    Parabéns, Thais! É muito bom ter um espaço em que podemos ler coisas reais, de pessoas reais. Com certeza o tempo me ajudou a me amar mais como sou e a não me preocupar tanto com o que as pessoas vão achar. Ficar solteira, cuidar de mim mesma e depois conhecer uma pessoa que me ame do jeito que eu sou também me fizeram amadurecer muito nesse sentido. É uma estrada longa, mas também sinto que estou no caminho. Adoro essas reflexões de vocês! Beijo grande!!

  25. Nalian

    Amei seu post ….. qdo somos mais novas a gente que se naum estivermosdentro de certos padrões naum podemos ser felizes….. antes vivia de chapinha e hj qdo passo ela no cabelo eh pq vou em alguma festa ….. hj sou mto mais felizes sem me preocupar com a opiniao dos outros

  26. Manu

    Ai Thais! Sério, <3!
    Seu texto me fez refletir sobre como essa busca pela aceitação das outras pessoas, pela adequação aos padrões da ~sociedade etc atua de formas tão diversas na vida da gente.
    Comigo rolou um processo meio que inverso ao seu, porque como eu me achava sempre a mais feia, mais mal vestida, a que tava sempre na pior mesmo, eu deixei de me cuidar. Eu usava o cabelo preso o tempo todo, porque assim não precisava nem tentar arrumá-lo, já que achava-o horrível mesmo; vestia roupas que escondessem o máximo possível do meu corpo, fazia tudo que fosse possível para ser invisível mesmo. Usava o ato de não me arrumar como forma de mostrar que eu era conformada com o fato de não ser bonita. Entende?
    Eu tive que me desprender de muitas neuras e, principalmente, de algumas pessoas para mudar minhas atitudes e usar as coisas como eu gosto, aceitar meu corpo, aceitar também que se eu quero mudar meu corpo, eu posso.E entender que só porque hoje eu gosto de me arrumar, cuidar do meu corpo, se eu também não quiser fazer isso, eu posso. Mas porque eu quero, não porque eu preciso me esconder ou ser notada por alguém.
    Quando me bate estas nostalgias e me vejo nas fotos de antigamente, dá uma vontade de voltar no tempo e falar pra aquela guriazinha que eu ela tinha uma louca dentro dela hahaha
    Eu amo os textões (nem dá pra perceber pelo meu, né?) que vocês postam, porque eu sempre acabo me identificando, e mais do que isso não me sinto sozinha <3

    • HAHAHAHA, né?

      Então, mas que interessante a sua história. E que bonito ver que você desabrochou com a ajuda da beleza! Especialmente porque faz isso só por você, para mais ninguém! <3

  27. Nicole

    Ótimo texto, Thais!
    Gosto de pensar que essa é uma reflexão que está acontecendo em onipresença. A cada dia que passa, felizmente vemos mais pensamentos como esse surgirem. E vejo mais meninas se incentivando a agirem assim. Invés daquela competição boba…
    Antigamente eu fazia de tudo para estar dentro dos padrões e me sentir “aceita”. Tudo começou quando com 14 anos resolvi fazer alisamento definitivo no cabelo, guardar o óculos na gaveta e colocar lentes de contato. Ao mesmo tempo, passava os verões de shorts porque não sentia que meu corpo estava ok. Hoje, vendo as fotos antigas, percebo como fui imatura…
    E aí lembro que ainda recentemente, me sentia obrigada a seguir algum padrão x. Parei de alisar o cabelo há uns 2 anos e fui mantendo liso com a chapinha. Quando finalmente decidi cortar a parte lisa que restava e assumi os cachos. Assim, de um dia pro outro. Fui pra faculdade quase chorando, me senti a mais feia das feias. Isso tudo mexeu mto mais comigo do que eu imaginava que iria mexer. Mas aí aconteceu uma coisa legal em seguida. Me senti parte de mim. Me senti mto mais “eu”. Muito mais transparente. Muito mais segura. Senti que poderia ser eu mesma. E assim foi, desde esse dia 🙂
    Desculpa o depoimento enorme, mas quis retribuir sua sinceridade conosco. Às vezes achamos que estamos sendo sinceras com a gente, mas não percebemos quanto pequenos detalhes estavam nos afetando… nada melhor que ser livre.
    Ficamos muito mais confortáveis (e bonitas!) quando nos vestimos de nós mesmas.
    Grande beijo!

    • Que lindo seu depoimento, Nicole! <3 Imagino o baque que deve ter sido pra você. Mas aí, de repente, percebeu que tinha escolhido sim o caminho certo!

      Vejo mesmo que estamos numa corrente nova aí, de autoaceitação, de viver por si... E como é bom fazermos parte disso, né?

  28. Ah dona Thais o que tu conseguiu fazer comigo rs.
    Mas foi bom ler este texto,me fez ver que não há mal algum em não sair de salto e na super produção.
    Isso sempre foi um problema e tanto pra mim…sempre que saia eu voltava mal porque minhas amigas e irmã sempre “fazem sucesso” e já eu ficava sobrando(e isso ainda acontece!).E graças ao problema que tenho isso vem de uma forma um pouco mais potencializada,derrubando mesmo.
    E teu post me fez ver como eu estou sendo boba e sabotando a mim mesma.Parabéns por mostrar que apesar da “fama de blogueira” você é gente como a gente…que faz snaps doidos(e que eu adoro),que anda de pijama pela casa,que curte ficar em casa e que tem as mesmas neuras que nós!
    Obrigada pelas lágrimas e por me fazer ver isso.

  29. Flávia!

    Que texto lindo, Thais!
    Eu nunca na vida me senti bonita o suficiente.
    Sempre me achei magra demais, então mesmo que me arrumasse não achava nada bom. Não usava vestidos, roupas justas ou curtas. Maquiagem só no final de semana e olhe lá.
    Mas graças a Deus o tempo passou e percebi que não é assim. Todo mundo tem a sua beleza, e ser uma pessoa mais segura é muito mais gostoso, e mais bonito também.
    Aos poucos estou deixando essas neuras de lado, estou tentando evoluir assim como você e esses posts ajudam demais!!
    Parabéns Thais!
    Ah, essas fotos estão lindas!!
    * Amo seus snaps! <3

  30. Thaís Milena

    Sinto que você descreveu meu sábado… Tinha uma formatura aonde eu tinha 02 opções: ficar junto com aquelas pessoas “legais” bebendo e fingindo que gosto deles ou dançar loucamente sem medo de ser feliz, com chinelo enquanto estavam todas de salto, com pessoas que realmente se importavam comigo. Eu decidi pela segunda opção e me senti muito bem por isso. E acho que essa minha energia era algo tão visível que um cara que há muito tempo eu gostava (e tentava conquista-lo sendo alguém que não sou) reparou em mim…
    Acho que a partir do momento que somos quem realmente somos, a vida se torna mais leve, se torna fácil lidar com os problemas e ser feliz (:

    • Com certeza, xará! E que legal ver você quebrando um padrão de comportamento… Ser a gente mesma não tem erro! 🙂

  31. Fernanda Gabriela

    Vaidade é uma faca de dois gumes. Precisa sim Thais fazer esses textos sempre. São puro amor e identificação. Gostaria de saber qual o sentimento que ele despertaria naquelas moças ultra arrumadas e cheirosas 24h por dia.Sempre fui e continuo sendo a mais desarrumada. rsrsrsrs Nunca sofri por isso e já me diverti HORRORES em dias que saí à noite com a mesma roupa que saí pela manhã e sem retoques.
    Sugiro não ver fotos de 2, 3 anos. Vamos ver as fotos de 10, 12 anos atrás. (Claro para as leitoras mais velhinhas). É diversão garantida se soubermos lidar com as tosquices que a gente achava super lindas.
    🙂

  32. Belle

    Oi Thais. Todo santo dia entro no blog e vejo “as novidades”, gosto muito desses post que vira uma conversa “entre amigas”, mas poucas vezes parei para escrever um comentário… Só que dessa vez eu queria muito dizer: “Vem cá, senta aqui e vamos tomar uma cerveja, porque eu tô bem assim também”. Vir aqui todos os dias cria uma intimidade entre nós leitoras e vocês que gentilmente cedem tempo e vivência de suas vidas para conosco. Grata por ter compartilhado essa constatação de sua vida conosco. E, se me permite, um dia quando eu for a Curitiba, ou você vier a Pernambuco, vamos tomar essa cerveja, falar da vida o quanto é bom descobrir quem somos na essência. 🙂

    • Linda! <3 Fiquei super feliz com seu comentário. Sobre a cervejinha, é só chegar! 🙂

  33. Ah, Thaís…. Dá cá um abraço, dá… 🙂
    Eu também sempre me sinto a mais desarrumada da balada. Quase 100% das festas aqui tem meninas se equilibrando em saltos gigantes e em vestidos embalados à vácuo e, assim, na boa, não é o meu estilo. Gosto de salto mas na balada, ele sempre acaba incomodando. Então, eu normalmente uso sapatilhas ou sandálias mais baixas e fico feliz a noite toda e não alta mas com dor nos pés a noite toda. E qnt ao vestido embalado à vácuo, olha: parabéns pras meninas que conseguem. Pra mim, além de me faltar auto estima o suficiente pra isso (não colocaria meus pneuzinhos em evidência assim), acho que fica super desconfortável pra dançar. E quando eu saio, eu prefiro me divertir do que ficar maravilhosa e com desconfortável/com dor/me sentindo mal.

    • Sim, diversão primeiro, sofrimento deixa pra lá! E sinta-se super abraçada! <3

  34. Priscilla Couto

    Thaís, seu texto super falou comigo! Também tô numa fase assim e vou te falar, tá sendo ótimo. Terminei um relacionamento de 8 anos tem uns 2 meses e isso me fez refletir muito, quem gosta de mim vai ser pelo meu verdadeiro “eu” e não por uma capa. Acho que isso é amadurecer mesmo.

  35. Gabriela

    Nada como ser feliz na própria pele. Adorei o texto. Beijos!

  36. Que post mara!!

    Claro que muita gente se sentiu assim já..
    Quem nunca!?

    Já passei um pouco dessa fase, que eu classifico como ‘querer impressionar os outros’.
    Porque na verdade, eu colocava salto (porque todo mundo tava assim), usava tal vestido pq era assimq a moda ditava…

    Lembro bem q muitas vezes, vestia uma sapatilha e virava a noite dançando (e hj sei q ninguém se importava com isso)

    Acho que talvez a nossa idade/maturidade nos proporciona isso, não dar taaaanta importancia pra coisas tão pequetitas assim…

  37. babi

    hahaha agora que eu vi esse post! tu com certeza amadureceu muito tatá, nós! mas acredito que todas as inseguranças que tínhamos naquela época e ainda tempos, contribuíram pra o que somos hoje. <3 saudades das nossas baladas descabeladas, assim como dos nossos jantares com festy!

    • Fato, Babi! <3 Me deu a maior saudade também, guria! Em breve vou pra SP pra gente explodir umas uvas na boca (num oferecimento de Festy) e dançar até o chão, chão! 🙂

  38. Nossa, me identifiquei demais com seu texto, Thaís! Tenho me sentido muito assim ao ver fotos velhas. Fotos de 2, 5, 7 anos atrás de momentos em que eu estava feliz, ou pelo menos me divertindo, mas cheia de nóias na cabeça. Hoje vejo foto de momentos assim e me sinto boba demais. Me acho bonita e, sobretudo, vejo que nada mudaria se eu tivesse 5kg a menos ou se estivesse mais maquiada. O difícil é tentar trazer essa sensação pro agora, sabe? Pra próxima vez que eu tentar fazer um delineado e ficar cagado, da próxima vez que eu abrir o guarda roupa e achar que não tenho nada pra vestir. Porque essas coisas acontecem e por mais bobas que sejam, pra gente podem se tornar num obstáculo intransponível. O tempo passa e a gente vê… Tanto tempo gasto com bobagem, né?

    • Muito, Cristal! E é super importante isso que você falou: quando as noias aparecerem, vamos nos questionar! <3

  39. Mariana Ceola

    Ola! Adoro suas reflexoes, elas são muito sábias e muitas de nós mulheres nos identificamos…
    Obrigada, e quando puder escreva mais, pois adoro ler, me faz muito bem.
    Beijinho e um grande abraço!

  40. Adriana

    Olá! Leio o blog há muitos anos mas esse é o primeiro post que comento, justamente porque me tocou e super me identifiquei!
    É engraçado como quando chegamos a uma certa idade a gente olha para trás e percebe o quanto certas coisas que pensávamos sobre nós mesmas eram pura besteira né?! Eu também me sentia “fora do lugar”, distante dos padrões de beleza e de estilo das pessoas que via na balada e até mesmo nos meus círculos de amizade…
    Hoje sou muito feliz, mesmo fora desses padrões rigorosos que a sociedade impõe, tenho um marido como sempre sonhei, uma filha linda e que é a razão da minha vida! Nada daquilo que eu achava que importava se compara ao que tenho hoje! Não troco por nada no mundo! Seria muito bom que todas as pessoas que se sentem assim hoje pudessem se apoderar de suas escolhas seguindo o próprio gosto em vez do “da maioria”!
    Sejamos felizes como melhor couber a nós e não aos outros…

    • Perfeito, Adriana! Super sensato seu comentário. Apareça mais vezes! <3

  41. Tem muito a ver com amadurecimento, né… de aprender a se amar e estar confortável consigo mesma. Não é fácil, `mas o resultado é maravilhoso. Antigamente eu usava sapato machucando pq era bonito, hje vejo que lindo é estar confortável e me sentir bem.
    http://www.issoaquoloetal.wordpress.com

  42. Nandi

    Thais, please, nunca pare de dividir com a gente suas reflexões.
    Chega uma altura na vida que tudo muda, e isso é muito maravilhoso, pois reflete nossa evolução!

  43. Gabriela

    Thais,
    eu já me senti bocó várias vezes… aliás já perdi a conta de quantas vezes me senti assim. É engraçado que depois dos 30 passei a me importar muito menos com o que os outros pensam, e passei curtir muito mais me arrumar, pq hj, quando eu me arrumo, não é pra agradar ninguém, é por mim.

  44. Ana Carolina

    Thais, isso se chama maturidade!
    Aos 32 anos, saio arrumada e maquiada ou desleixada e cara limpa. Danem-se os outros! Me sentir bem é o que importa. Jamais que faria isso aos vinte e poucos!
    Adoro ler seus textos!! Bjooo!

  45. Ana Carolina Santos

    Quem nunca?
    Achei o post muito amorzinho! “Sabe, tô me amando gente, vamos se amar, também?”
    Essa é a ideia, que você alcance mais gente e “liberte” um pouquinho mais as leitoras que precisem, assim como eu.

    Beijooos

    • Ih, e ainda tem um cainho grandão pra percorrer! Mas um dia eu (e todas nós) chego lá! 🙂

  46. Thais Gomes

    Moro sozinha aqui em curitiba e sempre acho que to fora do lugar e fico presa em casa. Ler esse texto foi muito bom, obrigada 🙂

    • Puxa, xará, mudar de cidade não deve ser fácil mesmo. Mas tenho certeza de que logo, logo você vai ampliar seus círculos de amizade e vai se sentir bem! No mais, estamos aqui! <3

  47. Mírian Lima

    Nossa como queria me sentir assim. Tô c/ 25 mas ainda não atingi essa liberdade maravilhosa. Felizmente já desencanei de muita coisa, mas confesso que ainda tô nessa fase de me achar a mais desarrumada no meio da multidão kkkkkkkkk

    • Não se cobre tanto! O importante é que você já tem consciência, e isso ajuda pra caramba. Aos pouquinhos as coisas mudam! 🙂

  48. Miriã Andrade

    Que linda você! Esse amadurecimento que temos realmente é muito importante, eutambém estou nessa vibe, e a minha opinião é a mais importante de todas, por isso me identifiquei com você que me sinto bem melhor agora, com todos os meus defeitos, do que quando mais nova e imatura! 😉

  49. Lucia

    Obrigada Thais. As vezes acho que já deixei para trás essa fase bocó, mas sempre tem uns altos e baixos. Com o amadurecimento, pelo menos vou aprendendo a lidar melhor com isso. E algo que ajuda muito são relatos tão fofos como o seu hoje, mostrando que todas podemos ser nós mesmas sem culpa. Continuem esse trabalho lindo, Thais e meninas. Eu gosto demais de vocês <3

  50. Alice

    Menina, eu era bocó igual que nem vc! Me achava baleia de gorda!
    mas vejo hoje como a minha visão era distorcida e como a auto estima tava lá em baixo.
    Que bom que evoluímos!

  51. Angélica

    Nossa Thais, parece que me descreveu hahahha mas assim, acho que é maturidade mesmo e todas nós ~mortais passamos por isso. Hoje, beirando os 30, a preguiça de ir pra balada é enorme!!! Prefiro mil vezes um barzinho sentadinha com meus amigos, rindo e conversando besteira. Mas se tá todo mundo na balada, eu vou! Só que bem diferente de antes, hj não me obrigo a certas coisas. Esse último fds foi um exemplo, em que todas as meninas falaram que iam de salto e eu fui de…. Tênis hahahhahaha e me senti linda e maravilhosa como qualquer uma delas, com uma vantagem: as 2da manhã eu era a única que conseguia andar de um lado pra outro sem problemas kkkkkkk
    Amei o texto, acho que por acompanhar a idade de vcs, sempre me sinto bem representada aqui <3

  52. Thais,
    não sei se com você é assim, mas eram bem nessas saídas de arrumação despretensiosa, que chamava mais atenção.
    Acho que quando nos assumimos, brilhamos mais, mesmo com um visual simples em um mundo de strass, maquiagens pesadas e saltões.
    É uma delícia montar um look do poder e brincar com as possibilidades, mas é melhor ainda saber que, no fim, você quer mesmo é se reconhecer.

  53. Francielle

    Engraçado que tava pensando nisso ontem, como a maturidade me fez libertar de amarra visuais e comportamentais.. Quando comecei a me entender por gente abandonei uma grande parte do que eu era pra me encaixar em padrões, ser melhor vista, até tentando ser mais adulta pois nessa fase da vida eu convivia com mulheres mais velhas e muito mais bonitas :p e ontem me peguei fazendo uma auto análise de que muito do que eu abandonei quando ultimamente tenho usado/feito. Aaaaahhh a segurança dos 30 <33

  54. Manuela Melo

    plac, plac, plac… adorável texto. é assim que tenho vivido de uns anos pra cá, me sentindo confortável na minha pele… nós meu defeitos e contrafeitos… em paz com o que vejo no espelho do quarto e da alma!!! E se paz é felicidade, hoje sou uma pessoa feliz.
    beijos no coração.

  55. Isabelle

    Muito obrigada por esse texto <3

  56. Gabriela R. Salomon

    Texto maravilhoso! Se quiser usar batom vermelho com o rosto se 1 kilo de base pode sim! Adoro essa liberdade 🙂

  57. […] a ter alguns insights sobre o assunto no ano passado, quando escrevi o post “A mais desarrumada da balada“. Mas acho que foi lá em Dublin, sem nenhum centro de beleza acessível por perto e querendo […]

  58. May

    Obrigada pelo texto…amei

AULA MAQUIAGEM!!!