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Quem acompanha a gente via Instagram (e acompanha meus Stories no @thaismarques86) deve saber que, no último sábado, tive a alegria imensa de assistir a uma palestra da Lara Nesteruk, minha nutri do coração! <3 Se você não sabe de quem estou falando, uma pequena contextualização:

A Lara é nutricionista especializada em low carb – no caso, o estilo de alimentação que adotei há alguns meses e me trouxe excelentes resultados! Ela compartilha o seu dia a dia via Snapchat e também no próprio Instagram. Meu caso de amor com Lara é mais antigo do que o início da low carb, porque acho ela SUPER gente boa e engraçada!

lara nesteruk

Dito isso, continuemos! É claro que estava doida para conhecê-la pessoalmente, mas a palestra em si teve um grande peso também. Mesmo quem não entende nadinha do assunto vai sair sabendo mais, porque a Lara é realmente muito didática. Uma pena que para o ano que vem ela vai fazer bem menos esse tipo de evento para focar no seu curso online!

Acabou que, mesmo já conhecendo sobre low carb, deu para aprender coisas complementares bem interessantes. Algumas vou dividir com vocês nesse post – aliás, 5! Mas, antes, um disclaimer:

Quem quer mudar seu estilo de alimentação não só pode, como deve, procurar um profissional capacitado para isso. Cada caso é um caso e, por isso, peço encarecidamente que esse post seja encarado como INFORMAÇÃO, não como o guia definitivo. Lembrem-se de que eu faço acompanhamento praticamente semanal com uma nutróloga, que é a Dra. Debora Froehner – recomendo muito o trabalho dela, inclusive!

Agora vamos, finalmente, aos 5 aprendizados interessantes vistos na palestra!

lara nesteruk

#1 Genes “antigos”, ambiente “moderno”

Vamos parar para pensar: o gênero Homo surgiu na Terra há nada menos do que 2,5 milhões de anos. E a alimentação, todo esse tempo atrás, era baseada no que a natureza fornecia (entre plantas e animais), certo? Há cerca de 100 anos é que surgiram a industrialização e o refino, que fizeram os alimentos chegarem à mesa das pessoas de maneira facilitada, digamos assim. Nossa genética não mudou muito de lá para cá – e, para completar, o estilo de vida contemporâneo é absolutamente sedentário (ou alguém aí sai para a caça ou a coleta? hahahaha). Isso quer dizer que estamos em descompasso com o que fomos programados para ser, o que acarreta, claro, os inúmeros problemas de saúde vistos atualmente. Portanto, segundo a Lara Nesteruk, a solução ideal é voltarmos à alimentação mais natural possível. Quanto menos industrializado, melhor! E digo mais: quanto mais orgânico, melhor!

#2 Três pontos sobre low carb

Trata-se de uma alimentação baseada em vegetais – com todas as suas vitaminas, minerais e fibras. Na LC, os vegetais entram mesmo nas refeições em que não estamos acostumados a comê-los, como o café da manhã ou um possível lanche durante o dia. Há também a redução ou exclusão (dependendo do caso) do consumo de grãos, farinhas, açúcares e raízes. Como diz a Lara, não existe um alimento low carb. O que existe é uma programação alimentar que se torna low carb por meio da prescrição acompanhada das quantidades de carboidratos diários a serem consumidos. É uma conta que fecha para cada pessoa, por isso a importância do acompanhamento! Na LC, a gordura natural dos alimentos não é temida – ela entra na alimentação, mas sempre sem exageros. Não há necessidade de suplementar gordura também! A não ser que estejamos falando de LCHF (sendo a sigla final para high fat), uma variação da low carb que prevê o aumento do consumo de gordura para finalidades específicas.

#3 Calorias não importam?

Para quem deseja emagrecer, importam sim, inclusive dentro da low carb. De acordo com a Lara Nesteruk, o emagrecimento se dá por meio de dois fatores: 1) restrição calórica (consumir menos do que se gasta) e 2) insulina baixa (há alimentos que dão pico insulínico, causando aquela eterna sensação de “fome”). Um fator não vive sem o outro e o sucesso da empreitada depende, portanto, da combinação dos dois – em nível fisiológico e comportamental!

#4 Fome e saciedade

Uma coisa que a gente costuma não saber ler dentro do nosso próprio organismo são os indicativos de fome e saciedade. Sabem quando uma criança (ou até algumas de vocês – eu inclusa, hahahaha) diz: “tô com fome de chocolate”? Então. Isso não é fome, porque essa sensação é não-seletiva. Isso quer dizer que não há fome específica de algo. Com fome real, a gente comeria até pedra! Quanto à saciedade, algo interessante que a Lara comentou é que estamos sempre empurrando mais comida para dentro quando, na verdade, já estamos satisfeitos – mas não soubemos perceber com cuidado. Por isso, é tão importante o lance de mastigar devagar, deixando os talheres no prato entre uma levada e outra.

#5 Abrindo janelas

Furar, enfiar o pé na jaca, entre outras expressões, são modos de dizer que uma pessoa saiu da alimentação que lhe foi proposta – e está tudo bem que isso aconteça! Somos seres humanos, afinal. O que a Lara propõe é que os tais furos não sejam vistos como fracassos, mas que sejam entendidos como janelas abertas, daquelas que a gente abre e depois fecha. Muitas vezes, um brigadeiro com o cafezinho vira um fim de semana de orgias gastronômicas (não estou falando aqui de compulsão alimentar, ok?). Portanto, o lance é curtir a jacada sabendo que ela teve aquela hora pra acontecer e que, depois disso, tudo volta a ser como sempre foi.

É isso, minha gente! Muitos desses aprendizados foram importantes para mim no meu processo – e espero que sejam úteis para o de vocês também. Reforçando que esse post é informativo, certo? Não estou aqui para pregar uma verdade absoluta, mas um conhecimento – dentre tantos – adquirido. Busquem auxílio profissional, leiam, estudem e, principalmente, conheçam a si mesmas! Alimentação não tem a ver apenas com fisiologia, mas com comportamento e pensamento.

Aqui no site da Lara Nesteruk existem vários materiais complementares, a formação dela e as próximas palestras que está programada para fazer.

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