*Desabafa: como lidar com assédio masculino?

Marina Fabri POR Marina Fabri
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Pense bem: quantas vezes você não atravessou uma rua para evitar um grupo de homens, porque sabia que iam mexer com você? Ou deu a volta na quadra para evitar passar na frente de um bar ou de uma obra e não ter que lidar com olhares ou assédio masculino? Ou já teve que ouvir desaforos de um cara na balada porque você conversou numa boa, mas depois resolveu voltar a dançar com as amigas?

Outro dia mesmo vi um vídeo de uma garota norte-americana que resolveu fazer um experimento sobre isso: ela resolveu se filmar enquanto andava pelas ruas de Nova York justamente para mostrar o assédio masculino e o resultado foi assustador – em dez horas, mais de cem homens a assediaram verbalmente. E nessa conta nem entram os assobios e piscadas, viu? Ou seja, esse é um problema que mexe com todas nós, independente de onde vivemos – estamos todas juntas nesse barco. Não gostamos dessa situação, mas como mudá-la?

Sei muito bem (e acredito que vocês também) que temos os mesmos direitos de ir e vir que qualquer homem, mas às vezes não vale a pena se estressar ou se incomodar, e é por isso que às vezes também atravesso a rua mesmo sabendo que não deveria. É uma questão complexa, mas que merece ser discutida para que nossas filhas e netas vivam mais livremente. Sem medo.

Esse é mais um dos temas que Carefree propõe para a gente discutir na campanha Desabafa Entre Amigas, uma websérie criada justamente para por em debate vários assuntos como esse do post. A marca acredita que é mais fácil a gente superar nossas inseguranças juntas, debatendo e discutindo assuntos que são parte do nosso dia a dia, ou vai dizer que você não se sente melhor quando desabafa e ouve em resposta um “eu tambéééém!’. Parece até que o problema diminui, né?

E vocês, o que pensam do assunto?

27 delineados para inspirar!

Thais Marques POR Thais Marques
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Se tem uma coisa que voltou a ser tendência para então se tornar um clássico foram os delineados, não é? Muita gente adora e eu também. Quem gosta de maquiagem consegue perceber diferentes tipos, que variam de acordo com o humor do dia, a roupa, o formato dos olhos… É por isso que o post de hoje traz várias versões para inspirar!

Delineados arredondados

delineados

Os delineados arredondados, mais do que o tradicional gatinho, são aqueles que terminam com a ponta em curva nas laterais dos olhos. Eles podem ser curtos ou longos, finos ou espessos, terminando sempre para cima. Esse tipo de delineado dá um ar retrô e de bonequinha e pode acentuar os olhos amendoados.

Delineados geométricos

delineados

Simples de entender, não é? Os delineados geométricos são aqueles que formam ângulos bem definidos nos olhos. São mais marcantes e dramáticos. Da mesma forma que os delineados arredondados, podem terminar para cima, ou então ficam mais curtinhos, com ênfase para a cobertura da pálpebra móvel.

Delineados para orientais

delineados

Quem foi que disse que meninas orientais ou de olhos pequenos e rasgados não podem usar delineador? Os delineados apresentados aqui são dos dois tipos que mostrei acima – ou seja, há versatilidade de uso! São duas opções de aplicação: a primeira é cobrindo a pálpebra móvel, que em geral não tem côncavo definido; e a segunda é só puxando um risco nas laterais dos olhos.

Depois desse post, já fiquei louca pra sair de casa com um delineado bafo! E vocês, de que tipo gostam mais?

Livros escritos por mulheres: 10 titulos para ler já!

Marina Fabri POR Marina Fabri
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Mês passado fiz um post aqui com indicação de livros em francês/sobre a França/de autores franceses e bastante gente gostou – também vivo recebendo mensagens e comentários de pessoas que gostam das minhas indicações, então resolvi sugerir mais alguns. Dessa vez, porém, são todos livros escritos por mulheres! Os primeiros eu já li e recomendo, enquanto os quatro últimos são alguns títulos que já separei para leituras futuras – amo ler e ultimamente minha rotina de leitura andava meio prejudicada porque precisava finalizar meu trabalho de conclusão de curso aqui em Paris. Agora que ele já foi entregue, estou retomando minha rotina normal :).

Livros escritos por mulheres: recomendados!

livros escritos por mulheres

Nessa categoria, selecionei três autobiografias e três livros de ficção que li ultimamente e dos quais gostei muito. Começando pelas autobiografias: tem aí a da Amy Poehler (Yes, Please), a da Tina Fey (A Poderosa Chefona) e a da Sophia Amoruso (Girl Boss). Vou começar pela minha pessoa e livro favoritos, risos, Amy Poehler, claro – infelizmente esse por enquanto só tem em inglês, mas não achei o vocabulário difícil e é bom para praticar. Para quem não conhece, a Amy é atriz/roteirista/escritora/produtora (além de maravilhosa haha) – é ela que faz a mãe da Regina George em Garotas Malvadas, lembram? Pois bem, ela também fez parte do elenco de Saturday Night Live e é protagonista de uma das minhas séries preferidas de todos os tempos, Parks & Recreation. Fora isso, o texto do livro é engraçado, inteligente e divertido.

Os outros dois, o da Tina Fey e o da Sofia Amoruso, já estão disponíveis em português. Tina Fey também trabalhou no Saturday Night Live (para quem gosta do programa é bem legal também, porque ela conta várias coisas dos bastidores), e conta a vida dela de forma engraçada e divertida – ela e Amy são amigas e ambas comediantes, então se você leu um e gostou, provavelmente vai gostar do outro também. Por fim, o da Sophia Amoruso – resolvi ir atrás porque vi muita gente curtindo e elogiando o livro. A Sofia é a dona da Nasty Gal, a marca que começou como e-commerce e agora já tem loja física também – a história dela é super inusitada e é bem legal acompanhar o processo dela para “se encontrar”, descobrir o que gostava mesmo de fazer e se tornar a poderosa que é hoje.

livros escritos por mulheres

Dos livros de ficção, dois são enormes, mas são aqueles livros que te prendem tanto que quando você repara, “opa, são 3h da manhã e preciso acordar às 8h”. O primeiro é O Pintassilgo, da Dona Tartt, que até já indiquei aqui antes – é sobre um garoto que perde a mãe num ataque terrorista em Nova York e o livro mostra a vida dele depois disso. É um pouco mais longo do que o necessário, mas gostei do estilo. O segundo na categoria #livrão é As Cataratas, da Joyce Carol Oates – foi o primeiro que li da autora, que é super renomada, e amei. É um livro que conta a história de Ariah, personagem que perde o marido de forma trágica e depois vai reequilibrando a vida, tendo sempre que lidar com uma certa aura mística e meio trágica que as Cataratas do Niágara exercem. A descrição parece meio insólita, mas é difícil não falar demais haha, não gosto de estragar as surpresas.

Por fim, um livro bem legal que li recentemente, Suíte em Quatro Movimentos, da Ali Smith, que é a história de um cara que vai jantar na casa de uns conhecidos e resolve se trancar num dos quartos e não sai por nada, só se comunica por bilhetes que passa por debaixo da porta. É uma história sensível e ao mesmo tempo irônica e absurda. Bem diferente.

Livros escritos por mulheres: na listinha

E esses outros quatro já estão na minha listinha de leitura – ainda não li mas inclui aqui junto porque são sugestões legais também. São duas autobiografias e dois de ficção.

Na primeira categoria tem o da Lena Dunhan (Não Sou Uma Dessas) e o da Alexa Chung (It) – adoro as duas e fiquei curiosa para ler os livros, mas sempre vou adiando porque as críticas/resenhas que vi de ambos não foram lá muito animadoras. Alguém já leu? O que achou?

livros escritos por mulheres

Já com esses dois de ficção eu estou bem animada, acho que vão ser os próximos que vou ler assim que for acabando os que larguei pela metade para terminar meu TCC da pós-graduação, haha. São eles: Americanah, da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, que foi eleito um dos melhores livros do ano em 2013 pelo New York Times; e A Elegância do Ouriço, da marroquina Muriel Barbery, que fez um super sucesso aqui na França há alguns anos, quando saiu. O primeiro conta a história de uma nigeriana que acaba virando blogueira (!!) nos Estados Unidos, e depois volta para o seu país natal, enquanto o segundo conta a história de alguns moradores de um prédio em Paris. 

E aí, quem já leu algum? Ou escolheu o próximo a ser lido? :)

 

Guia de Viagem Roma – Parte II

Thais Marques POR Thais Marques
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Antes de começar o post, uma pergunta: quem aí ainda não leu meu Guia de Viagem Roma – Parte I? Corram lá pra conferir!

Bom, chegou a hora de mostrar a segunda parte desse guia, que trata de algumas questões sobre as quais várias de vocês estavam me perguntando. Vamos passear por Roma de novo?

Como é o curso que você escolheu fazer na cidade?

Vamos lá. Contei que minha mãe foi quem teve a ideia de ir para Roma estudar, lembram? Ela fez um curso na área dela na Università La Sapienza, uma das maiores da Europa em número de estudantes e com fundação no ano de 1303 (!). Quando decidi ir junto, pesquisei cursos livres para estudar também. Foi aí que encontrei, no próprio site da universidade, a Summer School (escola de verão) em Língua e Cultura Italiana.

Basicamente, a proposta do curso de duas semanas, sempre no verão, é criar uma imersão do estudante nas mais variadas facetas da Itália e, em especial, de Roma. As aulas eram divididas em três partes: italiano (com turmas de básico e avançado), cultura italiana (os professores falavam inglês numa turma e italiano na outra) e visitas guiadas por professores. As duas primeiras aconteciam pela manhã e, depois do almoço, partíamos para os passeios. No primeiro dia, eles nos deram um cartão com carga para pegarmos o transporte público em Roma rumo aos locais de visita (íamos sempre juntos) e todas as entradas pagas eram liberadas pelo curso.

Me inscrevi pelo e-mail que estava no site enviando um formulário de aplicação, meu diploma de graduação e meu RG frente e verso. Depois de alguns dias, recebi a confirmação de que fui aceita e logo em seguida as instruções de pagamento. O valor do investimento é de 1.400 euros, mas paguei antecipadamente e recebi desconto de 400 euros. Tive que fazer uma transferência internacional para a universidade. E aí pronto!

Eu adorei participar porque fiz amigos muito legais do mundo inteiro, refresquei a memória sobre o italiano (fiz por um ano em 2004 e já tinha esquecido tudo) e, principalmente, porque vi Roma sob o ângulo histórico, arquitetônico, artístico e arqueológico, o que muda muito a visão meramente turística. Para quem gosta dessas áreas, recomendo muito! A cidade é riquíssima e rende conversa para mais de duas semanas, acreditem.

Infelizmente, a próxima Summer School só acontece em julho do ano que vem. Mas quem quiser participar deve ficar esperta para se inscrever com antecedência!

O que é mais legal visitar em Roma?

Depende do que cada pessoa curte, não é? Mas acredito que o turista que vai para lá sabe que verá história e cultura por todo canto – isso sem mencionar, claro, a motivação religiosa em função do Vaticano. Roma é para ser apreciada com calma: anda-se muito a pé e, em cada esquina, há uma surpresa diferente. A mistura de influências das mais variadas épocas é super interessante de observar. A primeira vez que vi o Coliseu, assim, no meio da cidade, fiquei boquiaberta. Me senti mais parte da humanidade, sabem como? Parece loucura, mas ver algo tão antigo pela primeira vez me despertou esse sentimento. Foi lindo!

O que cada turista vai visitar depende muito do tempo de estadia. Então vou colocar aqui os locais que eu considero mais bacanas, na minha humilde opinião geminiana de quem adorou tudo em igual proporção, hahahaha:

Coliseu

Guia de Viagem Roma

Esse é clássico, né? Não tem como ir a Roma e não visitar. O Coliseu tem esse nome porque, próximo ao anfiteatro, havia uma estátua colossal do imperador Nero feita em bronze (infelizmente, não está mais lá). O local era utilizado para espetáculos variados, que incluíam, também, as famosas batalhas entre os gladiadores da Roma Antiga.

Monte Palatino

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Fórum Romano visto do Monte Palatino

Fica pertinho do Coliseu e dá para ir a pé. O Palatino é uma das sete colinas de Roma, onde se desenvolveu, em princípio, a cidade. Dentro do local, dá para ver ruínas dos antigos palácios imperiais e também um sítio arqueológico considerado a casa de Rômulo, o fundador de Roma. De cima, avistam-se as ruínas do Fórum Romano.

Basílica de São Clemente

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Quem entra desavisado nessa igreja nem desconfia de seus segredos subterrâneos. É que, embaixo da construção principal, do século 12, há outros dois níveis escondidos pelo tempo. O primeiro é uma outra igreja, mais antiga, datada do século 4. E o segundo é nada menos que um templo pagão (!).

Praça e Basílica de São Pedro

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Mesmo quem não é católico visita a Praça de São Pedro – para verem o Papa, é lá que os fiéis ficam! A arquitetura do local é fantástica e, na Basílica, dá para conhecer a Pietà, do artista Michelangelo, única obra assinada por ele de que se tem notícia. A perfeição dos detalhes no interior da igreja impressiona.

Museus do Vaticano

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Detalhe de um pátio dos Museus do Vaticano

Para visitá-los, é preciso separar um dia inteiro, porque há muita coisa para se ver. São várias construções e corredores infinitos lotados de arte. Um dos pontos altos do lugar é, claro, a Capela Sistina, com as pinturas no teto feitas por Michelangelo. Só lá dá para perder umas horas observando a perfeição…

Castelo de Santo Ângelo

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Rio Tibre visto do Castelo Santo Ângelo

No topo, oferece uma vista sensacional de Roma – é possível avistar o Vaticano e o Rio Tibre. Além disso, o castelo tem uma história repleta de mudanças: primeiramente, foi construído para ser o mausoléu do imperador Adriano, no século 2. Depois, teve função militar e, mais tarde, religiosa. Até um anjo foi avistado por lá, hahaha!

Atenção!

Vale ficar atenta aos avisos de não tirar foto dos locais de visitação. As igrejas também possuem dress code – para entrar, é preciso cobrir os braços com um lenço.

Onde você ficou hospedada?

Fiquei no Hotel Portamaggiore, em frente à praça de mesmo nome – a localização é super boa e tem muitas linhas de tram que passam no local. Não posso dizer pra vocês que o hotel é uma maravilha, mas para chegar à noite cansada e só dormir é bem digno (e 55 euros por dia para duas pessoas, vejam bem). O café da manhã é básico e tem pães salgados e doces, café e sucos de máquina, geleias, manteiga e fim. O quarto em que fiquei com a minha mãe, num dos andares mais altos, é mais moderno em comparação aos dos andares inferiores. Tem ar condicionado (mas cuidem que eles desligam durante o dia – pois é), frigobar, TV e cofre eletrônico, além de banheiro com ducha a gás.

E a comida, é boa?

Pra quem gosta de comida italiana, como eu, é muito! Mas preparem-se porque as coisas mais fáceis de encontrar são massas dos mais variados tipos e pizzas. Em duas semanas, não me lembro de ter comido carne, a não ser no molho bolonhesa. Tem muitas saladas também, especialmente com rúcula, tomate e mozzarella. Também se encontra abobrinhas, berinjelas e pimentões assados com alho (nham!).

Infelizmente, não vou saber indicar um super restaurante para vocês irem porque ia de forma não-planejada almoçar e jantar nos lugares. No almoço, comíamos perto da universidade num lugarzinho que cobrava por prato (gastava menos de 10 euros em entrada, prato principal, sobremesa e bebida). E, no jantar, comia ou com meus amigos na região onde estávamos ou com a minha mãe perto do hotel.

Uma refeição memorável que fiz foi na Enoteca Trastevere, num sábado em que saímos para a noite romana (no próximo tópico, falarei mais sobre esse assunto). Comi uma berinjela à parmigiana que mora nos meus mais profundos delírios da gula até hoje. Estava uma delícia e, para acompanhar, escolhemos um vinho da adega gigantesca do restaurante. Não saiu barato (não me lembro quanto, desculpem), mas valeu cada centavo.

Como é a noite romana?

Pelo que entendi (hahahaha), o point dos bares da cidade é em Trastevere mesmo. O nome faz referência à posição do bairro em relação ao rio Tibre, que em italiano é chamado de Tevere. Por lá, está tudo aquilo que a gente sonha quando vai ao país: milhões de bares e restaurantes com suas mesinhas na calçada, música, feirinha… A única questão é que esses estabelecimentos fecham cedo, às 2 da manhã. Bom para quem precisa acordar cedo para passear no dia seguinte, né?

Ufa! Essa foi a segunda parte do meu Guia de Viagem Roma. Num próximo – e esperado – post, as comprinhas! Aguardem!

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