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medo de dirigir

Fiquei pensando com meus botões se essa pauta seria muito fora daquilo que a gente aborda por aqui, mas depois liguei aquele botãozinho mágico do f*d*-se porque sei que, apesar de ser um tema bastante específico, pode ajudar muita gente. Sim, vou falar sobre medo de dirigir! Se você é uma motorista nata, pode parar por aqui. Se estiver lidando com isso, fica comigo porque vai valer a pena!

Foi esses dias que a ideia me ocorreu. Estava dirigindo – veja só! – e me dei conta de que, hoje, faço isso com a maior naturalidade do mundo. Porém, nem sempre foi assim. Aliás, dirigir me deixava em pânico.

Mas vamos começar do começo. Com 18 anos, nem vislumbrava a possibilidade de tirar a carteira de motorista – sou de uma família de classe média onde o carro é sagrado e não se empresta para ninguém. Além do mais, ganhar um só para mim estava totalmente fora de cogitação na época.

Foi por isso que só comecei na autoescola bem mais tarde, lá com meus 20 e poucos anos. Já era até formada na faculdade! Com as aulas teóricas foi tudo ok. Passei no psicotécnico (ufa!) e no teste sobre leis de trânsito. Aí quando começaram as aulas práticas é que a coisa começou a complicar.

Tinha MUITA dificuldade em dirigir e morria de medo de fazer besteira – fora a falta de paciência dos motoristas com o pobre carrinho da autoescola, né! Completei as aulas do pacote indo pouquíssimas vezes da sede de treinamento às ruas calminhas da região. Quem dirigia quase sempre até lá era o instrutor, tamanho meu desespero! Chegava a suar frio, era péssimo.

Aí chegou o dia do teste do Detran. Fui lá rezando para todos os santos e, logo na baliza, fui reprovada por uma coisa bem besta (encostei de leve o para-choque no protótipo). Beleza, lá fui eu remarcar e fazer umas aulinhas extras. Quando chegou o dia do novo teste, estava absolutamente na corda bamba: se não passasse ali, teria que refazer TODAS AS AULAS, desde as teóricas. Imagina a tensão!

Milagrosamente, passei na baliza. Parte 1 concluída com sucesso! Então tive que ir pra rua, o cara do teste sem dizer uma palavra, me mandando fazer coisas aqui, coisas lá, incluindo encarar uma subida super íngreme. Em cinco minutos, me fez voltar para o pátio. Pensei: “pronto, reprovei!”, hahahaha!

Mas não: tinha passado, sob a seguinte – e absurda – condição: “Thais, você me prometa que não vai fazer muita c*g*d* no trânsito” – HAHAHAHA. Dei graças a Deus. Acontece que a carteira ficou ali só de bonita por anos – e por anos não peguei num volante. Quando finalmente tinha um dinheirinho para comprar meu primeiro carro à vista, me deparei com o problema: parecia que tinha esquecido tudo e que estava novamente desabilitada a dirigir!

Descobri isso fazendo um test drive no carro de um conhecido que estava à venda. Meus pais estavam comigo e lembro de ter entrado em pânico, dizendo que não servia para aquilo. Não conseguia controlar os espelhos, a direção e a marcha ao mesmo tempo. Parecia impossível.

Foi então que meu pai me trouxe o que seria a solução para meus problemas. Ele sugeriu que eu tentasse um carro automático. Encontramos um usado (que está comigo até hoje, aliás!) e, quando fui experimentar, era outra pessoa. Demorou um pouquinho para lembrar de usar só a perna direita para frear e acelerar, mas só de não ter que trocar a marcha já queria chorar de emoção.

Comprei e cada dia mais fiquei confiante! Hoje vejo que talvez eu não seja uma boa motorista manual, mas sou uma excelente motorista automática. E, sério, isso não me faz menos motorista do que ninguém, apenas diferente! Só de poder pegar o carro e fazer o que eu quiser, na hora em que quiser, me sinto super livre, independente mesmo.

Por isso, de coração, eu digo para quem está sem muita esperança de dirigir um dia: tem solução, sim! Mesmo que não dê para comprar um carro automático (que na minha opinião é a oitava maravilha do mundo – marcha pra quê?), sempre tem como fazer mais umas aulas, respeitando seu tempo e, claro, ficando de olho nos prazos do Detran – não seja como eu! hahahaha

É claro que estou falando do medo de dirigir – mas só aquele medinho mesmo, não o pânico! Se é isso que te acontece, sugiro que busque ajuda profissional, porque insistir pode não fazer nada bem!

Nossa, ter superado essa fase mexeu muito comigo e com a minha autoestima como um todo! Como é bom poder provar para si que é capaz de fazer algo antes julgado impossível. Já são mais de quatro anos dirigindo direto para lá e para cá, cada dia melhor!

Não que eu goste de pegar trânsito ou de ver gente lenta/louca no meu caminho, mas é sobre essa liberdade gostosa de ir e vir tranquilamente! Você ainda pode ser bater no começo, mas quando menos perceber, estará lá, ouvindo música ou dando caronas em agradecimento ao universo por todas que já ganhou! Como é bom, sério! E melhor ainda é poder exercitar a civilidade no trânsito: busque ter paciência, respeitar os pedestres/ciclistas e dar a vez para as pessoas!

HAHAHAHA, esse papo tá muito minha visita ao Detran com 10 anos de idade, mas é tudo real! E, amiga, eu juro pra você que tem jeito, sou prova viva! NÃO DESANIME!

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