Coisas de Diva Coisas de Diva Coisas de Diva

A gente sempre tenta falar por aqui sobre autoestima e como precisamos nos sentir bem dentro da nossa própria pele. Mas eu mesma acho bem difícil seguir isso as vezes. Parece até uma bronca, né? “Você tem que se amar!”, mas de vez em quando bate aquela dúvida de como faz isso? Como começar esse processo? Como mudar tudo aquilo que a gente tem dentro da cabeça desde sempre?

Tenho a fórmula secreta? Não tenho, não. Mas ler algumas coisas de quem pensa como a gente, ou que tem um entendimento melhor sobre esse processo, é uma boa forma de ganhar um empurrãozinho extra. Vem comigo que te indico alguns textos para você ler.

Sobre defeitos e autoestima

Começo as indicações de um post escrito por mim mesma, lá em 2011, num lapso de lucidez e que até hoje diz tudo o que eu sinto sobre “defeitinhos” e  que isso acarreta na nossa imagem.

“E quer saber? Sou mais que isso. Tenho cicatriz no rosto, tenho celulite nas pernas, estou acima do peso, meu cabelo é muito fino. Mas por outro lado sou educada, inteligente, responsável, confiável, divertida, ótima amiga, boa profissional. Quando alguém falar de mim pode até citar o fato de ter o rosto marcado, mas além disso vai lembrar de quem eu sou e do sorriso que tenho.”

Namore você mesma

Um texto da equipe do Modices falando um pouco sobre o amor próprio, ressaltando como é difícil conseguir isso e dando algumas dicas para começar esse novo passo em relação a se gostar mais.

“Mas não, não é fácil. O amor próprio é importante, mas não é fácil. Não é fácil amar cada canto do nosso corpo ou cada aspecto torto da nossa personalidade. Não é fácil amar o cabelo em dias de frizz ou a opinião mal colocada na reunião de trabalho. Não é fácil amar a cara inchada ao acordar ou o inglês mal falado.”

Sou gorda e não me amo

Nesse texto Alexandra Gurgel dá 9 dicas legais para começar o processo de autoamor. Também vale muito a pena ver a séries de vídeos que ele fez chamado Maratona do Amor Próprio.

Amor próprio não acontece à primeira vista

Continuando, um texto da jornalista Paula Maria que fala um pouquinho sobre amor próprio e estar sozinha. Bem poderia ter sido escrito por mim mesma.

“Não existe uma fórmula mágica pra aprender a se amar. Amor próprio não acontece à primeira vista, não se concretiza de um dia pro outro. Trata-se de um processo meio árduo e, por vezes, demorado, mas, ainda assim, inegavelmente necessário.”

É só um cropped e eu posso usar!

Um post da Ana Luiza escrito no Futi e que dá aquele exemplo pra gente parar de ficar colocando caraminholas na cabeça e começar a ser mais livre.

Bom final de semana e TAMO JUNTO!

Categorias
Compartilhe nas redes sociais
16 Comentários: Nos conte o que tem a dizer
Visualizar Comentários

A gente vive falando por aqui que é para você usar o que bem quiser e se amar do jeito que é, não é verdade? Na teoria nós sabemos de tudo isso ai, mas na prática, a coisa complica.

Quando era criança, era bem desencanada com essas coisas de beleza, queria mais era brincar e pouco me importava com vestidos e maquiagens. Só comecei a me interessar por isso já maiorzinha, adolescente, que foi quando me interessei mais por batons, máscaras e shampoos e também pela minha própria imagem. Te contar que nesse época, eu era bem feliz comigo mesma, não enxergava defeitos físicos e me aceitava muito bem.

Só fiquei mais encanada comigo mesma lá por volta dos 20 anos, quando comecei a me comparar com as outras meninas, com as modelos de revista, e achar que estava lotada de defeitos e que nunca seria boa o suficiente. Cheguei a ter vergonha de me olhar no espelho se tivesse mais alguma menina do meu lado, acredita nisso? Eu tinha vergonha de quem eu era.

Foto: Rodolfo Corradin

Aposto que lendo tudo isso você pensa “meu Deus, mas que bobagem, você não tinha porque se sentir assim!”. Tenho praticamente 100% de certeza que não tinha mesmo, e vendo minhas fotos, rapaz, eu era um piteuzão. Mas naquela época, não tinha Cristo que me fizesse pensar de forma diferente, podia acontecer o que fosse, e quem quer que falasse, minha ideia de inadequação não saia da cabeça e foi assim por muito anos. Te contar que era triste e difícil, por mais que me arrumasse e me esforçasse para parecer bem, sempre via alguém cheia de defeitos no espelho.

Hoje mais adulta e mais madura, estou superando essa visão torta de mim mesma, mas é um processo longo e díficil. Hoje consigo entender um pouco mais dessa visão de mim mesma, entendo porque me sentia daquela forma e já consigo fazer um esforço para ver as coisas de um jeito diferente. Mas minha lista de coisas físicas que gosto em mim é bem menor do que a lista das coisas que não gosto. Da onde que a gente tira isso, né?

Se pudesse, gostaria de voltar no tempo e abraçar a Sabrina de 20 anos e dizer “menina, você não tem noção de como é maravilhosa!”.Queria eu mesma poder dizer isso e me lembrar de todas as coisas sensacionais que a vida me reservou. Teria vivido tão melhor, tão mais desencanada e tão mais feliz. 🙂 Não digo que aquilo tudo foi bobagem, porque me marcou muito, mas eu tentaria fazer a jovem se ver de outo jeito.

Contei toda essa história porque tenho certeza que tem gente que se identifica com a Sabrina de 20 anos, que não consegue ver coisas positivas em si mesma. E para essas pessoas, digo de coração, você é sensacional, você é maravilhosa, você é uma lutadora! Se abrace menina e seja tão carinhosa com você como você seria com uma amiga. Tenha compaixão por você como você tem por qualquer pessoa próxima a você.

Se uma amiga te falasse tudo isso, tenho certeza que você tentaria animá-la mostrando todos os pontos positivos dela, não é? Pois então, seja essa amiga para você mesma. E se tudo isso for muito difícil, recomendo até um tratamento com psicólogo. Eu queria que tivesse essa ajuda de um profissional naquele momento que tinha vergonha de mim, acho que as coisas teriam sido melhores.

Para não ficar só no blábláblá, fazer uma lista com todas as suas qualidades, não só as físicas, é uma boa forma de começar a se ver de um jeito diferente. Valorize o que você tem! <3

Categorias
Compartilhe nas redes sociais
39 Comentários: Nos conte o que tem a dizer
Visualizar Comentários

Essa frase não é minha, mas volta e meia ouço ou leio ela por aí. Vinda diretamente da boca de algumas mulheres, famosas e anônimas. Mas por que raios o jeito que fomos criadas seria motivo de pavor? A quem, afinal, ele desagrada tanto? Essas são algumas perguntas que costumo fazer.

Lembro de uma vez, um bom tempo atrás, que dei de cara com uma conhecida na rua. Ela estava sem um pingo de maquiagem, coisa que usava sempre que nos encontrávamos. Levei um susto, confesso – deu aquele nó no cérebro por alguns segundos: “de onde eu conheço essa pessoa?”; “ah, é a Maria, mas ela está tão diferente”; “por que será que hoje está de cara lavada, será que aconteceu alguma coisa?”.

Enquanto acontecia aquele lapso temporal dentro da minha cabeça, notei que ela estava extremamente desconfortável. De qualquer forma, nos cumprimentamos, conversamos sobre algumas coisas e nos despedimos. Mais tarde, pensei: “mas de onde veio tanto espanto, Thais?”.

Percebi que eu, aquela pessoa que acreditava defender tanto a liberdade da mulher, estava julgando a menina pela aparência dela. Não por pensar que ela deveria estar maquiada num domingo de manhã (coisa que eu não estava, aliás), mas por não aceitar o fato de que não tinha me passado a mesma mensagem consistente das outras vezes em que nos vimos – a face maquiada.

Me afundei em questionamentos e, pelo aprendizado que me trouxeram, nunca esqueci essa história. Afinal, o que eu tinha a ver com as decisões de outra pessoa? Isso mesmo, absolutamente nada. O que me incomodou depois de avaliar minha reação foi a ideia de que ela não estava confortável sem usar sua maquiagem de todo dia – justamente por causa do que pessoas como eu iriam pensar. Como se uma decisão tão pessoal ainda precisasse correr o risco de ser avaliada por uma plateia.

beleza natural

E é aí que entram minhas perguntas iniciais. O pavor da beleza natural é realmente da mulher ou pertence ao julgamento alheio? Não há mal algum em se maquiar todo dia, da mesma forma que não há mal algum em sair de cara lavada. Mas a gente precisa parar para pensar o que motiva cada escolha – e isso jamais deve pertencer aos outros. Tem que vir do nosso interior.

Não é fácil, eu sei. Muito do que pensamos está contaminado com experiências de vida ou com mensagens insistentes passadas pela mídia. É um exercício deixar de ouvir essas vozes e encontrar a nossa, lá no fundo. Mas, quanto mais tentamos, mais desabrochamos em nossas autodescobertas. E passamos a não dever nada a ninguém, nem mesmo a nós mesmas.

É tempo de nos questionarmos de coração aberto, com honestidade. Em tudo.

  • O batom vermelho para buscar as crianças na escola é para você ou para as mães de outros alunos que aparentam estar sempre impecáveis?
  • Os contornos faciais são para parecer a pessoa que você viu na TV ou para ressaltar o que tem de melhor no seu rosto?
  • A cara lavada na reunião de trabalho é motivo de preocupação com o que os outros vão pensar ou é assumidamente sua?
  • O desejo de fazer botox aos 20 e tantos anos vem de um desejo pessoal ou da pressão para ser eternamente jovem?
  • Aquela sequência de 20 cremes que você usa antes de dormir são seu momento de amor com o corpo ou a obrigação de se cuidar?

 

Vamos nos olhar com mais carinho? Deixar os fantasmas para lá e abraçar nossa verdade? A vida não vem com um manual de instruções – e quem o escreve somos nós. Aliás, esse guia é feito à lápis. Dá para apagar e mudar a qualquer momento. Mas precisa ser única e exclusivamente nosso. <3

Foto: Shutterstock

Categorias
Compartilhe nas redes sociais
43 Comentários: Nos conte o que tem a dizer
Visualizar Comentários

Esses dias aí fui fazer um post e precisei colocar um dos primeiros vídeos que fiz para o blog. Assisti de novo, quase com aqueles olhos de primeira vez, e pensei: “caramba, como eu tava gata naquela época!”. Desse jeito mesmo, sem falsa modéstia, mas também cheia de saudosismo por um tempo que passou e eu não soube aproveitar (calma, logo vou explicar por quê esse sentimento não vale a pena).

E aí, refletindo sobre isso, fiquei pensando que a vida parece acontecer sempre nesse looping maluco. Não sei como é para você, mas me pego constantemente olhando fotos antigas e pensando: “nossa, eu tava ótima nesse dia, por que é que me criticava tanto?”. E vejo que isso não acontece só comigo – quantas amigas eu vi fazendo exatamente a mesma coisa? Tantas que nem cabem nos dedos.

A grande questão, ao que me parece, é que a gente simplesmente não está se enxergando. Nem ontem, nem hoje e, infelizmente, talvez nem amanhã. E esse ciclo precisa parar. A vida não é feita pra ninguém se achar uma porcaria num dia (ou todo dia) e, anos depois, pensar – “que besteira, não é que tava linda?”. A vida é feita pra gente se amar hoje. Pra gente não pegar pesado consigo mesma nesse minuto. Pra gente ver o que tem de bom agora.

autoimagem

Parece um discurso poético e idealista, mas é uma batalha que eu e você precisamos travar. A autoimagem é uma coisa super séria e que muda muito a forma como a gente se relaciona com o mundo. Melhorá-la é um esforço diário e, como eu sempre digo, acontece em looping também: de dentro para fora e – por que não? – de fora para dentro.

E quando digo de fora não é a aceitação que a gente pensa que o mundo precisa dar. Todas nós sabemos que esse blog é sobre beleza, mas não aquela “ideal” (se pudesse, colocaria um milhão de aspas nessa palavra) que a sociedade, a mídia e sei lá mais quem inventou. Essa palavra, no nosso dicionário, não existe: falamos da beleza que podemos ter com mais respeito ao nosso momento de vida, corpo, estilo, possibilidades…

Dá trabalho se olhar todo dia no espelho e se gostar. Eu sei como é isso faz 29 anos. Quantas fases de ódio a mim mesma já passei e depois me arrependi de ter tido porque na real estava muito bem? Muitas mesmo. É um desafio e tanto isso aí. Mas, quer saber? Tenho tentado de coração parar com essa besteira. Afinal de contas, até que parte da minha vida vou ficar olhando com saudade do que fui (e achava que não era) sem perceber que hoje também pode ser um dia que será visto daqui a muitos anos com aquela nostalgia triste?

Então, o que desejo pra mim e pra você nessa segunda-feira é: vamos nos olhar com mais carinho? <3

Categorias
Compartilhe nas redes sociais
58 Comentários: Nos conte o que tem a dizer
Visualizar Comentários